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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

“A Santidade é uma vocação para todos”

Fernando Costa

 

Na infância recebíamos e oferecíamos santinhos aos coleguinhas de colégio e entre amigos. Preservavam-se os trajes formais para a 1ª Eucaristia, Crisma e cerimônias religiosas. Poucas vezes experimentei alegria idêntica daquele dia 10-09-1961 quando recebi pela vez primeira a Comunhão. Em minhas memórias relatei certa vez um grave atropelamento que sofri aos 4 anos. Nossa casa era próxima ao colégio em que eu estudava. Os alunos faziam fila para me visitar e me ofereciam devocionários e ícones religiosos. Eu gostava de enfileira-los em minha cama. Na família, escola e igreja eles sempre estiveram em meu imaginário. Por diversas vezes SS os Papas nos conclamam a sermos santos com ênfase a São  João Paulo II e Francisco em suas exortações apostólicas “Ser santo é uma vocação para todos”, “Não tenhamos medo de ser santos”, “Sede santos porque Eu Sou Santo”... Venero os santos. Pessoas de raras virtudes e milagres, desprendidos da fraqueza humana. A SS Trindade, Jesus, Nossa Senhora, meu padrinho Sto. Antônio, Santa Terezinha, São José, São Sebastião, São Francisco, Anjos, Querubins, Serafins e demais eleitos do cânon celestial eram familiares daquela criança que depois conheceu Sto. Expedito, São Pedro e São Paulo, São Jorge, Sta. Madre Tereza de Calcutá, Sta. Tereza D’Ávila, Stos. Agostinho, Inácio, Rita e tantos mais. A beleza física a eles retratada revela o interior puro e sem máculas, o olhar seráfico, beatífico, por isso aureolado. É perfeitamente possível a santificação seja um operário ou aquele com graduação e doutorado ao cumprir com honestidade e competência a tarefa que lhe for confiada. Um leigo consagrado na alegria da doação ou quem esteja casado, por que não? Seja santo o marido que cuida da esposa, a esposa aos cuidados do marido e dos filhos. Os pais de família, avô, avó ao seguir os passos do Senhor. Autoridade Pública se santifica  ao cumprir sua tarefa em prol do bem comum e ao renunciar os interesses pessoais. O tempo me privilegiou ao conhecer Irmã Dulce da Bahia, Mãe Menininha, Chico Xavier, Irmã Luiza Eppinghaus, Pe. Quinha, Mons. Ney, Dr. Machado, Frei João José, Carlo Acutis na senda de eleitos do Senhor.
Não obstante o mundo atual onde se convive com a desigualdade social se circulam pelas ruas por entre a hanseníase, cirrose, abandonados, fome, adultério e carências, crimes políticos e desmandos, surgem pessoas ornadas em atributos, idênticas aos que prepararam os caminhos de Cristo e aos que vieram depois d’Ele e salvam, curam, protegem e amparam o desvalido. Não é fácil ser santo, mas, não é impossível chegar aos altares. A fragilidade humana traz para a convivência o desrespeito à lei, angústia, medo, raiva e a pressa em resolver os problemas do dia a dia e não encontra tempo para chorar aquela pessoa vítima de uma bala perdia, do estupro, desmoronamento, doença, do arrastão ou do descuidista. Há calúnia, injúria e difamação aos quatro cantos a tentar driblar o encanto pela vida.
Ainda assim o coração está aberto ao vaticínio e de um futuro melhor. Cristo curou o cego, coxo, mãos secas, infectado, hemorragias, epilepsia onde a própria baba o sufoca... Em Lc14,12-14 encontramos essas mesmas pessoas à mesa do senhor. O Senhor continua a velar por seus pobres e excluídos. Ele dá o dia e a noite, ar, sol, lua, estrelas e o alimento a todos sem exceção, poderoso ou não, mas, chama atenção aos humildes e pobres de coração.  Morreu. E morte de cruz entre dois ladrões conforme está em Jo 11,45-53/Is 53, 7-9, sofreu e não quis se prevalecer de sua condição divina, mas, aniquilou-se assumindo a condição humana e a humildade de um servo. Foi exaltado pelo Pai. Ressuscitou e foi glorificado conforme narra em Fp 2,6-11. É difícil o se desprender dos bens para seguir o caminho do céu e o desapego aos apelos terrenos. Existe a porta estreita e a convicção de que o céu é uma prerrogativa de todos e é por isso que não podemos abrir mãos dela e nem ter medo de sermos santos.
 


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