Acordo para o retorno da operação ocorreu após a Prefeitura de Petrópolis decretar a intervenção total na empresa
A paralisação dos rodoviários da Turp chegou ao fim. Durante uma reunião desta sexta-feira (18/09) envolvendo motoristas, CPTrans e a equipe de intervenção do município, a categoria decidiu retomar as atividades. O fim da paralisação foi definido após a Prefeitura decretar a intervenção total na gestão da empresa, assumindo diretamente todos os controles da concessionária.
A operação dos ônibus será retomada por completo logo nos primeiros horários desta sexta-feira. Os coletivos seguirão operando com as linhas e horários divulgados na última quarta-feira, quadro que já contempla a adaptação feita após a retirada de circulação dos ônibus recusados na rigorosa vistoria realizada pela CPTrans.
Por que a Prefeitura decretou a Intervenção Total?
A decisão de assumir o controle integral da Turp foi o fator fundamental para colocar fim à paralisação e garantir o retorno dos ônibus às ruas. A medida mais enérgica ocorre após 120 dias de intervenção parcial, período em que o município trabalhou para manter o serviço e priorizar os pagamentos, mas que esbarrou em seguidos descumprimentos por parte da administração privada da empresa.
Durante a fase parcial, a gestão da Turp realizou pagamentos contrariando o que determinava o decreto, que exigia a preservação de recursos para compromissos prioritários, como os direitos trabalhistas e a operação diária.
Além disso, a Prefeitura foi surpreendida pela omissão de informações cruciais por parte dos empresários, como processos de busca e apreensão de veículos, o despejo da garagem de Itaipava e dívidas milionárias do antigo grupo TURB. Essa postura limitou a capacidade de ação da equipe de intervenção antes que a crise atingisse a operação e o salário dos rodoviários, cenário que culminou na paralisação desta quinta-feira (17/09).
Garantia aos trabalhadores e próximos passos
Diante do agravamento da situação, a Prefeitura entendeu que apenas fiscalizar e orientar não era mais suficiente. Com a intervenção total, o município passa a ter controle direto de todo o caixa, centralizando pagamentos, revisando contratos e assumindo as decisões operacionais.
A situação dos trabalhadores continuará sendo a prioridade absoluta. Com o acesso integral e transparente às contas da empresa, a equipe de intervenção vai aprofundar o levantamento já existente sobre férias, folha de pagamento e benefícios, garantindo que os recursos em caixa sejam direcionados para quem faz a operação acontecer.
A Prefeitura reforça que a intervenção total não significa o fim da empresa ou a interrupção do transporte, e nem antecipa decisões sobre o futuro da concessão. O foco imediato, que já garantiu o fim da paralisação, é reorganizar a gestão, proteger os trabalhadores e devolver à população um transporte seguro.
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