Com inscrições abertas até 28 de janeiro, mecanismo abrange as chamadas Marcantonio Vilaça, Carequinha, Klauss Vianna, Pixinguinha e Myriam Muniz
A Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), lança o segundo ciclo do Programa Funarte de Difusão Nacional, com inscrições abertas até 28 de janeiro a agentes das artes visuais, do circo, da dança, da música e do teatro de todo o Brasil. O mecanismo de fomento é composto por cinco chamadas públicas: Circuito Marcantonio Vilaça de Artes Visuais, Circuito Carequinha de Circo, Circuito Klauss Vianna de Dança, Circuito Pixinguinha de Música e Circuito Myriam Muniz de Teatro.
Com investimento total de R$ 21 milhões e modalidades de apoio de até R$ 500 mil para cada projeto, para contemplar um total de 86 iniciativas artísticas, o Programa busca ativar uma rede de espaços, artistas, produtores, técnicos, curadores, críticos e o público, por meio do fomento à circulação de produções e à realização de ações de intercâmbio, abrangendo apresentações cênicas, shows musicais, circos itinerantes e exposições.
Circuito Funarte Marcantonio Vilaça de Artes Visuais
O Circuito Funarte Marcantonio Vilaça de Artes Visuais visa estimular a itinerância de exposições e ações de intercâmbio, com um aporte total de R$ 4 milhões, com a garantia de destinação mínima de R$ 450 mil para cada uma das cinco regiões do país. O mecanismo é dividido em três modalidades de apoio financeiro: curto circuito, no valor bruto de R$ 150 mil; médio circuito, de R$ 300 mil; e grande circuito, de R$ 500 mil. No total, serão 15 propostas contempladas.
Acesse aqui a chamada da página Marcantônio Vilaça
Circuito Funarte Carequinha de Circo
O Circuito Funarte Carequinha de Circo é voltado à circulação de espetáculos de circo e ações de intercâmbio, com um aporte total de R$ 4 milhões, com a garantia de destinação mínima de R$ 400 mil para cada uma das cinco regiões do país. O mecanismo é dividido em duas modalidades de apoio financeiro: curto circuito, no valor bruto de R$ 100 mil; e médio circuito, de R$ 300 mil. No total, serão 24 propostas contempladas.
Acesse aqui a chamada da página Carequinha
Circuito Funarte Klauss Vianna de Dança
O Circuito Funarte Klauss Vianna de Dança é voltado à circulação de espetáculos de dança e ações de intercâmbio, com um aporte total de R$ 4 milhões, com a garantia de destinação mínima de R$ 450 mil para cada uma das cinco regiões do país. O mecanismo é dividido em três modalidades de apoio financeiro: curto circuito, no valor bruto de R$ 150 mil; médio circuito, de R$ 300 mil; e grande circuito, de R$ 500 mil. No total, serão 15 propostas contempladas.
Acesse aqui a página da chamada Klauss Viana
Circuito Funarte Pixinguinha de Música
O Circuito Funarte Pixinguinha de Música é voltado à circulação de espetáculos musicais e ações de intercâmbio, com um aporte total de R$ 4,5 milhões, com a garantia de destinação mínima de R$ 450 mil para cada uma das cinco regiões do país. O mecanismo é dividido em três modalidades de apoio financeiro: curto circuito, no valor bruto de R$ 150 mil; médio circuito, de R$ 300 mil; e grande circuito, de R$ 500 mil. No total, serão 16 propostas contempladas.
Acesse aqui a página da chamada Pixinguinha
Circuito Funarte Myriam Muniz de Teatro
O Circuito Funarte Myriam Muniz de Teatro é voltado à circulação de espetáculos teatrais e ações de intercâmbio, com um aporte total de R$ 4,5 milhões, com a garantia de destinação mínima de R$ 450 mil para cada uma das cinco regiões do país. O mecanismo é dividido em três modalidades de apoio financeiro: curto circuito, no valor bruto de R$ 150 mil; médio circuito, de R$ 300 mil; e grande circuito, de R$ 500 mil. No total, serão 16 propostas contempladas.
Acesse aqui a página da chamada Miryam Muniz
Quem pode se inscrever
A inscrição nas chamadas do Programa pode ser feita por proponente Pessoa Jurídica de direito privado, com ou sem fins lucrativos, Microempreendedores Individuais (MEI) e Empresários(as) Individuais (EI), cuja atividade econômica seja relacionada ao campo das artes e da cultura. Os proponentes são aqueles que representam os concorrentes, assumindo a responsabilidade legal pela proposta junto à Funarte, ou seja, por sua inscrição, execução e pela comprovação das atividades realizadas.
Reserva de recursos e medidas de acessibilidade e empregabilidade
Do total de recursos do Programa, serão reservados, no mínimo, 20% para propostas com concorrente pessoa negra ou grupo composto por maioria de pessoas negras; 10% para propostas com concorrente pessoa indígena ou grupo composto por maioria de pessoas indígenas; e 10% para propostas cujo(a) concorrente seja pessoa com deficiência ou grupo composto por maioria de pessoas com deficiência.
O programa estimula a adoção, por parte dos projetos inscritos, de medidas de acessibilidade compatíveis com as características das atividades, nos aspectos arquitetônico, para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ou idosas aos locais, por exemplo; comunicacional, com recursos de acessibilidade para permitir o acesso de pessoas com deficiência, auditiva e visual; e atitudinal, visando a contratação de pessoas sensibilizadas e qualificadas para o atendimento do público com diferentes deficiências e para o desenvolvimento de propostas artístico-culturais acessíveis.
Ainda incentiva a promoção de ações voltadas ao estímulo, à ampliação e à qualificação do acesso do público às atividades previstas, compreendendo, por exemplo, medidas como a busca ativa de grupos sociais vulnerabilizados e/ou com baixa participação em atividades artístico-culturais; e ações de mediação artística, formação e sensibilização voltadas ao público.
A retomada dos circuitos
O primeiro ciclo do Programa Funarte de Difusão Nacional, lançado em 2023, marcou o resgate e a atualização de iniciativas históricas da Funarte, que permanecem vivas na memória coletiva. Os nomes desses mecanismos celebram e homenageiam personalidades reconhecidas por suas trajetórias de dedicação às artes brasileiras: Carequinha, Klauss Vianna, Marcantonio Vilaça, Myriam Muniz e Pixinguinha. Nessa retomada, foram 181 circuitos artísticos realizados, atravessando 353 cidades brasileiras, em todos os estados brasileiros, em um investimento de R$ 29 milhões.
Do total de projetos selecionados na primeira edição, 92,3% optaram por circular por municípios do interior, o que reforçou o compromisso do Ministério da Cultura e da Funarte com a nacionalização e descentralização do acesso à produção artística.
Esses projetos representaram mais de 1.500 apresentações artísticas, entre espetáculos de teatro, circo e dança, performances e shows; 56 exposições e mostras de artes visuais; e cerca de 400 atividades de formação, mediação e intercâmbio cultural, nas diferentes linguagens artísticas. Além disso, os circuitos se articularam com 300 espaços artísticos, compondo programação e contribuindo para a fruição cultural nesses equipamentos.
Assim, a Funarte garante presença das políticas públicas para as artes de forma capilarizada em todo o país, compondo redes de articulação, encontro e criação.
Sobre o Programa Funarte de Difusão Nacional
O Programa Funarte de Difusão Nacional dá continuidade, no âmbito da Política Nacional das Artes, à ação voltada ao fortalecimento de circuitos de difusão em todo o Brasil, conectando uma rede de espaços, artistas, produtores, técnicos, curadores, críticos e o público. Por meio do fomento à circulação de produções artísticas e à realização de ações de intercâmbio, o Programa busca promover o encontro e a articulação da rede criativa das artes, estimulando relações de troca, interação e aprendizado mútuo. Pretende-se, assim, difundir saberes e fazeres artísticos em âmbito nacional, ampliando o acesso e a fruição, na efetivação da cultura como um direito de todas e todos.
Nesta edição, o Programa estrutura-se no tripé circulação, intercâmbio e acesso, reconhecendo a vocação dos espaços de difusão na sua relação com os públicos, bem como a necessidade de fortalecer ações voltadas à fruição e mediação cultural. Os intercâmbios, por sua vez, têm a missão de consolidar vínculos entre territórios, iniciativas e agentes, promovendo espaços de articulação e, desse modo, ampliando o alcance e o impacto dos circuitos propostos.
Deslocamentos físicos e simbólicos ativarão espaços e iniciativas, impactando não apenas agentes artísticos como também cada território visitado. A dimensão coletiva é capaz de mobilizar redes locais e criar impactos para além da realização pontual de cada atividade.
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