Vinícius Andrade especial para o Diário
Atrasos no pagamento do 13º salário, pendência com os empréstimos consignados que não tiveram repasses e funcionários com férias vencidas, são algumas das reclamações dos funcionários do Sehac. Com isso, ficou mantido o “estado de greve” anunciado na semana passada.
Nessa segunda-feira, uma audiência pública foi convocada pelo juiz Jorge Luiz Martins, da 4ª vara Cível, para a discussão sobre os pagamentos atrasados do Sehac. A audiência contou com o presidente do Sehac Luiz Cruzick, o diretor financeiro João José, funcionários do hospital e o Sindicato da Saúde.
Desde o meio deste ano, algumas audiências ocorreram visando corrigir o problema de arrecadação do hospital. A dívida total do município com o Sehac, gira em torno de R$ 180 milhões e somente neste ano, o acúmulo é de R$ 28 milhões. O hospital chegou a ter uma intervenção judicial que visava conter o colapso na saúde do município.
Além da falta de pagamentos do 13º salário, funcionários reclamam sobre os empréstimos consignados que não foram repassados aos bancos, negativando os CPFs e bloqueando suas contas bancárias. Há também reclamações de férias vencidas e os funcionaras que conseguiram suas férias, não receberam o valor e não possuem data para receber.
“Como a greve estava programada para esta terça-feira (16), o sindicato convocou uma nova assembleia para essa segunda-feira (15), para prorrogar o estado de greve e aguardar o pagamento do 13° previsto dia 19, e ter informações sobre a questão dos empréstimos consignados e das férias atrasadas. Observando que quem decide sobre o estado de greve e a greve é a assembleia geral, que tem a soberania da decisão”, comentou o advogado do Sindicato da Saúde, João Carlos Fabre.
Em defesa, Luiz Cruzick, presidente do Sehac, afirmou que os salários referentes a novembro de 2025 foram pagos no dia 08 de dezembro, além dos complementos do piso da enfermagem, que foram repassados os meses em atraso. Afirmou também que o hospital ainda espera valores a serem recebidos de repasses, como o PJ Médicos, com previsão para serem depositados no dia 20, no valor de quase R$ 3 milhões.
“Estamos no aguardo, mediante a esses débitos, de recursos para que possamos diminuir essa dívida. Temos a resolução 3.642, que designa o recurso de 4 milhões e sessenta mil reais, em duas parcelas, que ainda não foram creditados. Parcelas referentes a Outubro e Novembro. Vale ressaltar, que sabendo da situação crítica financeira neste momento, todas as equipes do hospital e UPAs seguem realizando dentro das possibilidades um trabalho de economicidade”, informou Luiz Cruzick.
Vale mencionar que no dia 11 de dezembro foi determinado um bloqueio de R$ 36,5 milhões dos cofres do município, para pagamento de funcionários da saúde, educação, aposentados e pensionistas. Porém, ao tentar realizar o bloqueio, apenas R$ 7 milhões foram encontrados.
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