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GAECO/MPRJ denuncia 11 integrantes de esquema fraudulento que causou prejuízo de R$ 8,2 milhões a instituição bancária: mandados cumpridos em Petrópolis

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 11 pessoas por participação em um esquema de fraudes bancárias que causou prejuízo superior a R$ 8,2 milhões ao Banco Santander. A denúncia, recebida pela 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas, foi apresentada no âmbito da segunda fase da Operação Shell Company e tem como alvo o núcleo operacional da organização criminosa, formado por pessoas que atuavam como “laranjas” em empresas de fachada utilizadas para viabilizar os golpes.

Segundo as investigações, o grupo criava empresas sem atividade econômica real, registradas em nome de terceiros, para simular movimentações financeiras e obter, de forma fraudulenta, linhas de crédito junto à instituição bancária. Com o auxílio de gerentes do banco, eram abertas contas e liberados créditos indevidos, cujos valores eram rapidamente desviados e pulverizados entre diferentes empresas para dificultar o rastreamento.

De acordo com o GAECO/MPRJ, a organização criminosa era estruturada em três núcleos: o empresarial, responsável pela idealização e comando do esquema; o bancário, integrado por gerentes que facilitavam a abertura de contas e a concessão irregular de crédito; e o operacional, composto pelos denunciados desta fase, que cediam seus dados para figurar formalmente como sócios das empresas de fachada.

As investigações identificaram dez fraudes vinculadas a empresas distintas. Os recursos obtidos de forma ilícita circulavam sucessivamente entre contas bancárias de diferentes pessoas jurídicas até serem concentrados na empresa GO Empreendimentos e Incorporações, apontada como peça central da engrenagem criminosa e responsável pela redistribuição dos valores aos integrantes do esquema.

Além das fraudes bancárias, o GAECO/MPRJ também apurou a prática de lavagem de dinheiro, mediante a utilização de múltiplas empresas para ocultar a origem ilícita dos recursos e conferir aparência de legalidade às operações financeiras.

Operação Shell Company fase 1

Na primeira fase da Operação Shell Company, deflagrada em junho de 2024, o GAECO/MPRJ denunciou seis integrantes da organização criminosa pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, lavagem de capitais e organização criminosa.

Na ocasião, em ação conjunta com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) da Polícia Civil, foram cumpridos quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão na capital e em Petrópolis.

A etapa inicial da investigação teve como foco os núcleos empresarial e bancário do esquema, incluindo gerentes da instituição financeira apontados como responsáveis por viabilizar a abertura irregular de contas e a concessão fraudulenta de crédito.

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