O subclado K do vírus da Influenza A gera preocupação dentro e fora do Brasil
Vitor Cesar especial para o Diário
Depois do alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o subclado K do vírus Influenza A (H3N2) é uma nova preocupação para a saúde pública do país. Segundo os alertas publicados pela OMS e da Organização Americana da Saúde (Opas), houve um crescimento de circulação da H3N2 em diversas regiões do planeta.
De acordo com um estudo publicado na revista Eurosurveillance, a circulação da Gripe K prolongou a “temporada de gripe” na Austrália e Nova Zelândia. Por serem países que costumam antecipar tendências da gripe, os dados acenderam um sinal de atenção para outros sistemas de saúde. Segundo os pesquisadores, a rápida transmissão do subclado K indica que ele é mais “adaptado”, o que pode favorecer uma circulação mais prolongada também em outras regiões do mundo, incluindo a América do Sul e a Europa.
As organizações que emitiram os avisos sobre a doença, ressaltou que os sintomas podem ser confundidos com a gripe comum. Ainda evidenciam que os sinais de mortalidade não aumentaram e que a gravidade dos afetados não aumentou em relação aos acometidos pela gripe comum.
A imunologista Elizabeth Neves diz as medidas para se proteger do vírus e destaca a importância da vacinação. “As medidas preventivas são as mesmas dos outros vírus influenza: evitar aglomerações, uso de máscaras por quem apresentar algum quadro gripal ou seus contactantes, higienização das mãos e, acima de tudo, manter a vacinação da gripe em dia. É importante ressaltar que a composição da vacina da influenza é atualizada anualmente contemplando as cepas mais circulantes. A atual vacina disponibilizada pelo SUS contempla o subclado K da influenza A”, orienta.
Elizabeth ainda adiciona que os grupos de risco continuam os mesmos das outros subtipos. Idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos imunocomprometidos são os grupos que mais sofrem com os vírus.
No Brasil, a Gripe K foi detectada no Pará. Segundo o Ministério da Saúde, por meio do Informe de Vigilância de Síndromes Gripais, divulgado em 12 de dezembro, os casos do subclado K são de infecções vindas do exterior.
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