Darques Junior Especial para o Diário
A fim de orientar os profissionais de comunicação do Poder Público para combater desigualdades e promover a dignidade das mulheres, o Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres, lançou nessa segunda-feira (06), o Guia de Comunicação do Poder Público para Igualdade de Gênero.
Segundo o chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Mulheres, Janara Souza, no evento de lançamento do guia, na Universidade de Brasília (UnB), o guia servirá como uma bussola para que a comunicação entre estado e população seja mais transparente, inclusiva e democrática. “A comunicação não é neutra. Ela pode reforçar preconceitos ou ser uma ferramenta estratégica para superá-los”.
A advogada criminalista Raylana Santana Faraco comentou que uma comunicação pública responsável impacta diretamente o enfrentamento jurídico da violência contra a mulher ao qualificar a informação, fortalecer a conscientização social e ampliar o acesso aos mecanismos de proteção. “Nunca se viu tantos casos diários como nos últimos tempos, a mulher precisa acreditar que ela pode ser acolhida, ouvida e o principal protegida", disse.
Segundo a advogada: “Isso reduz a subnotificação, encoraja a denúncia, orienta corretamente as vítimas sobre seus direitos e contribui para a formação de um ambiente institucional mais rigoroso e comprometido com a efetividade das normas protetivas, afastando narrativas que relativizam a violência e reforçando a responsabilização dos agressores”.
Raylana ainda conclui pontuando sobre o objetivo do guia é estabelecer diretrizes institucionais para uma comunicação estatal responsável, técnica e não discriminatória, capaz de romper padrões estruturais de desigualdade. “É preciso evitar a reprodução de estereótipos e garantir que a informação pública seja instrumento efetivo de promoção de direitos, especialmente no que tange à equidade de gênero e à proteção das mulheres”.
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) relacionados a crimes contra a integridade da mulher e discriminação de gênero, 19 casos de estupros foram registrados no município, assim como 15 crimes de difamação e 15 casos de violação de domicílio.
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