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  Meio Ambiente

Horta comunitária na Posse tem primeira colheita para famílias

Iniciativa visa envolver a comunidade nos cuidados com o patrimônio coletivo e preservação do meio ambiente

 

Foto: Arquivo pessoal

Priscila Torquato – especial para o Diário

Depois de quatro meses a horta comunitária do Conjunto Residencial Oswaldo Santarsiere Médici, no distrito da Posse deu frutos, ou melhor, deu hortaliças. Os produtos cultivados por um grupo de moradores foi colhido e rendeu 14 kits que foram distribuídos para as famílias que moram no local. A iniciativa do Movimento do Aluguel Social e Moradia de Petrópolis visa envolver a comunidade em atividades em prol da comunidade.

“Muitos moradores sentiam falta do contato com a natureza. Algumas famílias têm jardins belíssimos. E tive a ideia da horta. Aqui no residencial temos muito espaço, e precisamos desenvolver projetos para o uso coletivo desses espaços. Ao cuidar de um bem comum, criamos um sentimento de pertencimento nos moradores. A partir de outro projeto eu conheci o professor Átila, da UFRJ, que nos ajudou a implementar o projeto”, explica Cláudia Renata Ramos, representante do Movimento do Aluguel Social e Moradia de Petrópolis.  

Átila T. Calvente é pesquisador da UFRJ do Instituto de Economia/PPED/INCT/Parque Tecnológico/COPPETEC. O professor desenvolve um trabalho que vai além de colaborar com o manejo da horta, ele desenvolve estratégias de educação e cuidados com a preservação e recuperação ambiental. “Meu trabalho de doutorado visa o desenvolvimento humano em comunidades vulneráveis. Queremos criar um contexto maior. Não é só plantar e colher, é entender que aquele espaço vai trazer benefícios para a saúde, através da alimentação saudável e mobilizar a comunidade na preservação do ambiente”, ressalta.

Em uma área de 30 metros quadrados, Marina Prima e o marido, Paulo Simão cultivam alface, couve, brócolis, cebolinha, pimentão, tomate, rúcula, mostarda, além de grande variedade de temperos. Nesta segunda-feira (05) houve uma farta colheita que rendeu 14 kits com hortaliças para as famílias do conjunto. “As famílias ficaram muito felizes em receber os alimentos. É gratificante ver que um trabalho nosso deu certo e tá rendendo bons frutos. É uma troca.”

Marina e o marido contam com a ajuda de alguns vizinhos e amigos no trabalho do dia a dia na horta e acreditam que a comunidade poderia se envolver mais. “Nós temos espaço para mais canteiros, mas precisamos de ajuda com o adubo, calcário, mudas, mas principalmente para o manejo diário do espaço. Assim conseguiremos ajudar mais famílias”, apela Marina.

O envolvimento da comunidade é fundamental para que o projeto dê certo. O pesquisar reforça que o objetivo é educar para desenvolver. “A horta comunitária é mais do que uma maneira concreta de produzir comida. É uma ferramenta pedagógica que educa sobre a importância de preservar a terra, a natureza e se alimentar melhor. A comunidade é a protagonista da própria saúde.”

O residencial da Posse conta com 12 blocos onde moram 92 famílias. São quase 300 pessoas vivendo no local que foi construído para destinar moradia para quem passou pelo trauma de perder a residência em uma tragédia climática no município. Além de garantir alimento de qualidade no prato, o trabalho na horta é terapêutico, segundo Marina. “Eu mora aqui há 9 meses. Sem esse compromisso diário eu brinco que poderiam me enterrar. Me faz bem cuidar desse espaço e ver que ele está dando resultado. Está fluindo.”



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