Agências localizadas no Rio finalizarão até novembro a quarta e última etapa da coleta de dados da POF
A coleta de dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que levanta informações sobre a realidade das famílias e a evolução de seus hábitos de consumo, chega a sua última fase. O término da pesquisa será em novembro deste ano e, no Estado do Rio de Janeiro, a taxa de respostas aos questionários ultrapassou os 82% nesta penúltima etapa da pesquisa. A informação foi repassada pela equipe da Superintendência Estadual do Instituto (SES/RJ) nesta segunda-feira, dia 25, durante o balanço do trabalho feito em um encontro com as agências de todo o Estado. Depois da pandemia, esta será a primeira edição da pesquisa.
Em todo o Estado, os agentes estão nas ruas e visitam 6.373 mil domicílios divididos em 589 setores urbanos e rurais. Os informantes são famílias moradoras em domicílios particulares. No Brasil, serão mais de 103 mil famílias entrevistadas. “Mantivemos os bons índices conquistados no segundo trimestre e pretendemos evoluir ainda mais até o final da coleta. A POF tem as suas especificidades. São sete questionários e o informante precisa ter paciência e boa vontade para fornecer dados consistentes”, diz o coordenador estadual da pesquisa, José Roberto Bitencourt.
Bitencourt ressalta que nos setores localizados nas regiões Sul Fluminense, Norte e Noroeste, o contato com os moradores é mais fácil. “Isso se estende também para a Região Metropolitana. Já na capital, especificamente na Zona Sul e em bairros como Barra da Tijuca e Tijuca, o acesso é um pouco mais difícil, principalmente com a instalação dessas portarias com gestão remota. Contudo, temos alinhado o trabalho e traçado estratégias para conseguir chegar até a estas famílias”.
A POF é organizada por temas e composta por sete questionários: características do domicílio e dos moradores, aquisição coletiva, caderneta de aquisição coletiva, aquisição individual, trabalho e rendimento individual, condições de vida e consumo alimentar pessoal. “Este ano, a novidade no questionário é a avaliação do consumo por parte dos brasileiros com plataformas de apostas online, as conhecidas bets. Além disso, analisará a utilização do serviço de streaming”, informa o coordenador estadual.
A PESQUISA
A Pesquisa de Orçamentos Familiares é feita de cinco em cinco anos. Nela, os pesquisadores trabalham durante 12 meses. Isto garante captar as flutuações de consumo em diferentes épocas do ano. Com isso, a POF permite estudar e planejar melhor as condições dos domicílios. Por meio do acesso a serviços e alimentos, é possível cruzar dados e analisar a insegurança alimentar, por exemplo. Além disso, os dados da pesquisa servem para atualizar as estruturas de ponderação dos Índices de Preços ao Consumidor, produzidos pelo IBGE, e também para mostrar o quanto representa o consumo das famílias na economia brasileira.
Veja também: