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Implante Coclear: mudança de vida para deficientes auditivos

Foto: Freepik
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Vitor Cesar estagiário

No Brasil, estima-se que haja mais de 10 milhões de pessoas com algum grau de deficiência auditiva, sendo 2,7 milhões com surdez profunda. Por isso, um dos métodos para melhorar a qualidade de vida dessa parcela da população é a utilização de aparelhos auditivos, como os implantes cocleares.

Esse implante é indicado para pacientes com alterações importantes na audição e que, se ainda houver residual (ruídos que a cóclea ainda capta), esteja comprometida. O aparelho possui uma parte interna e outra externa, sendo instalada por meio de procedimento cirúrgico. O dispositivo consiste em um microfone, um microprocessador de fala e um transmissor, com o objetivo de estimular, através de eletrodos implantados no nervo auditivo, a transmissão de sinais para o cérebro do paciente.

Lucas Kuebler, estudante universitário e portador do implante falou sobre sua experiência com o aparelho e como ele impactou em sua vida. “Em maio do ano passado, foi quando eu fiz a cirurgia, um mês depois, foi quando eu comecei a usar. No começo, eu tinha muita noção de espaço, conseguia saber de onde vinham os sinais, mas não sentia muito ganho, até porque eu escuto de um ouvido. Mas, depois de uns ajustes com o meu médico,

No país, cerca de 8.400 pessoas receberam o implante, sendo apenas 5% do total de pessoas necessitadas e aptas a instalarem o dispositivo. A cirurgia para a implantação está disponível na rede privada, mas, desde 1993, também é disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS).

Quem pode ser paciente

O processo para realizar a cirurgia de implante coclear deve seguir critérios. Entre a perda auditiva, idade e tempo de privação sensorial, capacidade auditiva, entre outros. Por essa razão uma equipe interdisciplinar especializada e capacitada deve fazer avaliações criteriosas no pré-operatório. A equipe indicada deve conter: otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistente social.

Pacientes pré-linguais: Pessoas não tem nenhuma memória auditiva, pois a surdez se instala antes que a criança tenha tido contato com a linguagem oral. Na sua maioria, esses paciente tiveram resultados negativos no Teste da Orelhinha ou que a aquisição e desenvolvimento da fala são atípicos. Nesse grupo, a idade é importante, sendo o mais cedo, o melhor possível para o paciente. Crianças entre 0 e 2 anos detêm os melhores resultados.

Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo, com reabilitação fonoaudiológica efetiva há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realização do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses), que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI).

Pacientes pós-linguais: Pessoas que adquirem a deficiência auditiva depois de terem aprendido a linguagem oral. Para este grupo, não existe limite de tempo para a realização do implante coclear, mas, quanto maior o tempo de surdez, menores serão os avanços.

Quem possuir deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo que não se beneficiarem do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), ou seja, apresentarem escores inferiores a 50% em testes de reconhecimento de sentenças com o uso da melhor protetização bilateral possível.

História da data

O dia 25 de fevereiro foi nomeado “Dia Internacional do Implante Coclear”, pois, em 1957, dois médicos franceses, André Djourno e Charles Eyriès, foram os primeiros a estimular eletricamente o nervo auditivo colocando um eletrodo fora da cóclea. O primeiro paciente a receber um implante, criado pelo americano Dr. House, foi implantado só em 1972. Já o implante coclear multicanal, que é mais usado hoje em dia, surgiu em 1977, desenvolvido pelos australianos Dr. Greame Clark e Prof. Jim Patrick.

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