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Infiltrações na UPA de Cascatinha preocupam os pacientes

Foto: Reprodução
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Darques Júnior Especial para o Diário

Com as chuvas que caíram, última na quarta-feira (18), diversos pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cascatinha, tiveram que lidar com problemas estruturais da unidade, com infiltrações em diversos pontos da estrutura.

A Sala Amarela, setor destinado a pacientes com condições clínicas de urgência moderada, foi acometido pelas goteiras, além do banheiro feminino ter sido tomado pelas águas. Daniela Freitas, doula e fundadora da ONG Reage Mãe, comentou sobre a situação, uma vez que sua mãe está internada há cinco dias na UPA. “É importante destacar que sabemos que a UPA é porta de urgência e emergência, não uma unidade destinada à internação prolongada, porém, o que não pode acontecer é, além disso, termos que lidar com problemas estruturais graves que colocam em risco a dignidade e a segurança de quem está ali”, reclamou.

A filha ainda mencionou que tentou contato com a coordenação no momento do ocorrido, mas não havia responsável disponível, tendo que escrever uma carta de próprio punho solicitando que sua mãe fosse colocada em um local adequado. “A resposta que recebi foi a de que a unidade não tem culpa, pois a chuva foi muito intensa, e que a solicitação de reparos já foi feita anteriormente. Porém, não existe um plano B. O que existe, na prática, é a permanência dos pacientes em situação precária, sem previsão concreta de solução”.

Em vídeo, publicado nas redes sociais, a doula demonstra indignação, após o leito cinco da sala amarela ter sido afetado: “Eu tenho que tirar minha mãe do lugar porque está chovendo dentro da UPA na cabeça de uma senhora de 90 anos”. Ela ainda comentou que sua mãe precisou ser tirada às pressas e colocada próxima à porta de entrada da sala Amarela e alerta com urgência a necessidade de infraestrutura adequada, bem como medidas emergenciais para garantir condições mínimas enquanto o problema não é solucionado. “Foi doloroso e revoltante presenciar minha mãe naquela situação. Falta respeito, humanização e, principalmente, infraestrutura adequada”, finalizou.

Em nota, a Secretaria de Saúde informa que o incidente foi provocado pelo forte temporal que caiu na região. No entanto, foram tomadas todas as medidas para proteger os pacientes. Uma equipe de manutenção já foi acionada e já está providenciando o reparo do telhado.

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