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InfoGripe: número de casos de SRAG apresenta aumento em alguns estados

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil


Regina Castro (Agência Fiocruz de Notícias)

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (26/2), alerta que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de início de aumento no agregado nacional. Este cenário tem sido impulsionado principalmente pelo recente aumento do número de hospitalizações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) em alguns estados do Brasil. A análise é referente à Semana Epidemiológica 7, período de 15 a 21 de fevereiro.

A atualização mostra que 3 das 27 unidades federativas apresentam nível de atividade de SRAG em alerta ou risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 7. Em Goiás, Sergipe e Rondônia o aumento de SRAG é impulsionado pelo VSR e, nas duas primeiras, também pelo rinovírus. Em Rondônia observa-se ainda crescimento de SRAG por influenza A, especialmente entre jovens e adultos.

Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, “o estudo também constatou indícios de manutenção do aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e Ceará e por rinovírus em São Paulo e no Distrito Federal, porém ainda sem impacto nos casos de SRAG”.

Estados e capitais

Acre, Amazonas e Roraima continuam com incidência de SRAG em nível de risco, porém sem sinal de aumento na tendência de longo prazo. A alta de SRAG no Acre e Amazonas se deve à recente alta das hospitalizações por influenza A, que já apresenta sinal de redução. E também do VSR, cujo número de casos está em queda no Amazonas, mas segue aumentando no Acre e Roraima.

Apenas 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 7: Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO). O aumento de SRAG concentra-se nas faixas etárias de 2 a 4 anos e de 15 a 49 anos em Boa Vista e em crianças de até 2 anos em Porto Velho. Duas capitais ainda apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM) e Rio Branco (AC).

Dados epidemiológicos

Em nível nacional, o cenário atual mostra que os casos notificados de SRAG apresenta de aumento nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Referente ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 8.218 casos já reportados no ano, sendo 2.566 (31,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 3.601 (43,8%) negativos e ao menos 1.428 (17,4%) aguardando resultado.

Entre os casos positivos do ano corrente, 19,2% são influenza A, 1,9% de influenza B, 12,5% de vírus sincicial respiratório, 34,6% de rinovírus e 20% de Sars-CoV-2. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 18,9% de influenza A, 2,1% de influenza B, 13,1% de VSR e 20,4% de Sars-CoV-2.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 18,9% de influenza A, 2,1% de influenza B, 13,1% de vírus sincicial respiratório, 36,5% de rinovírus e 20,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 23,7% de influenza A, 1,8% de influenza B, 4,4% de vírus sincicial respiratório, 13,2% de rinovírus e 50% de Sars CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos.

A incidência de SRAG por Sars-CoV-2 e influenza A é maior entre crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os idosos. Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está associado principalmente ao rinovírus e VSR.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

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