Edição anterior (4223):
quarta-feira, 01 de abril de 2026


Capa 4223

INMET emite alerta de chuvas intensas para Petrópolis até essa quarta-feira (1º)

Acumulados pluviométricos podem chegar a 100 milímetros o dia, com ventos intensos a 100 quilômetros por hora

Foto: DIÁRIO DE PETRÓPOLIS
Foto: DIÁRIO DE PETRÓPOLIS

Larissa Martins

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas laranja e amarelo de chuvas intensas para Petrópolis até essa quarta-feira (1º). Segundo o comunicado, o grau de severidade varia entre perigo e perigo potencial, com previsão de chuva que pode chegar a 100 milímetros o dia, com ventos intensos a 100 quilômetros por hora, além de risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

O INMET destaca que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, aparelhos elétricos e quadro geral de energia devem ser desligados. Deve-se evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Mais informações através Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Prognóstico para o Outono

O Outono iniciou no dia 20 de março, às 11h45, e segue até 21 de junho. O Prognóstico Climático de Outono, do INMET, revela que, durante esse período, para a Região Sudeste, a previsão indica predomínio de chuvas abaixo da média histórica em todo o estado de São Paulo e grande parte de Minas Gerais, enquanto para o restante da região podem prevalecer chuvas próximas à média histórica.

Ainda assim, não se exclui a possibilidade de chuvas mais volumosas no leste da região, em razão do deslocamento de frentes frias, as quais podem gerar condições de instabilidade atmosférica nessas localidades. Para a temperatura, as previsões indicam predomínio de valores acima da média climatológica nos próximos meses.

Todavia, não se descarta a ocorrência de incursões de massas de ar frio nos próximos meses, podendo ocasionar declínio térmico, sobretudo nas áreas de maior altitude

A previsão de chuvas abaixo da média associada a temperaturas acima da média pode impactar no desenvolvimento das lavouras de segunda safra, sobretudo as que se encontram em fases reprodutivas, alerta o estudo. A escassez de chuvas, associada ao aumento da evapotranspiração, pode reduzir os níveis de umidade no solo, favorecendo a ocorrência de estresse hídrico e comprometendo o potencial produtivo das lavouras, sobretudo em áreas com solos de menor capacidade de retenção de água.

Mudanças afetam a saúde

Além disso, a mudança de temperatura também pode provocar efeitos no corpo e na mente. Segundo o Dr. Thiago Ferreira, médico reumatologista e professor de pós-graduação da Afya Ribeirão Preto, o clima frio costuma impactar principalmente pessoas com doenças articulares, como artrite e artrose. Embora não seja a causa dessas condições, as baixas temperaturas podem intensificar os sintomas.

“Observamos na prática clínica que muitos pacientes relatam aumento da rigidez nas articulações e mais desconforto nos dias frios”, explica. Ele acrescenta que isso ocorre porque o frio favorece a contração muscular e reduz a flexibilidade articular, o que pode gerar a sensação de articulação “travada”.

Outro fator apontado pelo médico como possível agente na percepção de dor é a variação da pressão atmosférica, comum em mudanças de estação. De acordo com o especialista, alterações na temperatura, umidade e pressão podem afetar tecidos mais sensíveis, especialmente em quem já apresenta inflamação ou desgaste nas articulações. “Isso ajuda a explicar por que alguns pacientes relatam piora antes de chuva ou frentes frias”, afirma.

Mas não é apenas o corpo que sente a mudança de estação. O humor e a saúde mental também podem sofrer influência do clima. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna destaca que a redução da luz solar ao longo do outono pode impactar diretamente o bem-estar emocional e mecanismos biológicos que regulam o sono, a disposição e o humor.

Segundo a psicóloga, a exposição à luz natural é fundamental para o equilíbrio do organismo. “Ela está ligada à produção de substâncias importantes para o humor, como a serotonina. Quando os dias ficam mais curtos, algumas pessoas podem sentir mais cansaço e desânimo”, explica a especialista.

Ainda de acordo com a Dra. Mariana, a luz do dia também contribui para a produção de vitamina D e para a regulação da melatonina, hormônio do sono, ajudando na manutenção do ritmo circadiano, o chamado “relógio biológico” que organiza funções como sono, produção hormonal e níveis de energia.

Em situações mais marcantes, essas alterações podem estar associadas ao transtorno afetivo sazonal, conhecido pela sigla em inglês SAD (Seasonal Affective Disorder), um tipo de depressão com padrão sazonal recorrente, em que os sintomas costumam aparecer em determinadas épocas do ano e podem durar cerca de quatro a cinco meses.

“Embora muitas pessoas apenas se sintam mais desanimadas quando há menos luz natural, é importante observar quando essas mudanças persistem por semanas ou começam a afetar a forma como a pessoa se sente, pensa ou se comporta”, ressalta a especialista.

A Dra. Mariana Ramos destaca que pequenas adaptações na rotina podem fazer diferença. “O corpo e a mente respondem ao ambiente. Quando mantemos hábitos saudáveis, ajudamos o organismo a se ajustar melhor às mudanças naturais das estações”, alerta.

Edição anterior (4223):
quarta-feira, 01 de abril de 2026


Capa 4223

Veja também:




• Home
• Expediente
• Contato
 (24) 99993-1390
redacao@diariodepetropolis.com.br
Rua Joaquim Moreira, 106
Centro - Petrópolis
Cep: 25600-000

 Telefones:
(24) 98864-0574 - Administração
(24) 98865-1296 - Comercial
(24) 98864-0573 - Financeiro
(24) 99993-1390 - Redação
(24) 2235-7165 - Geral