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INMET emite alerta de chuvas intensas para Petrópolis até esta sexta-feira (5)

Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas

Foto: Reprodução
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Larissa Martins

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta amarelo nesta quinta-feira (4) de chuvas intensas para Petrópolis até esta sexta-feira (5). Segundo o comunicado, o grau de severidade é de perigo potencial, com previsão de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

O alerta foi emitido para inúmeros municípios brasileiros e 45 cidades fluminenses, entre elas:  Aperibé, Areal, Bom Jardim, Bom Jesus do Itabapoana, Comendador Levy Gasparian, Guapimirim, Itaperuna, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes e Teresópolis.

Medição da chuva

Por conta disso, a Enel divulgou um material explicativo sobre o alerta e os perigos das chuvas intensas, com tempestades e rajadas de ventos fortes, especialmente para a rede elétrica.

Para entender qual a quantidade de chuva considerada muita, a concessionária explica que a medição da chuva é feita em milímetros (mm), e cada milímetro corresponde a um litro de água acumulado em um metro quadrado. Mas só a quantidade em milímetros não é o bastante para saber se choveu muito ou não. É preciso também verificar a taxa de chuva, ou seja, a quantidade de tempo em que choveu.

De forma geral, o Centro Nacional de Monitoramentos e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classifica as intensidade das chuvas da seguinte maneira:

Chuva fraca ou moderada: até 25 mm/h, apresenta baixo risco de interrupção;

Chuva forte: entre 25 e 50 mm/h, pode causar alagamentos pontuais e outros incidentes;

Chuva muito forte ou extrema: acima de 50 mm/h, já suficiente para provocar alagamentos em áreas urbanas, encharcamento do solo e sobrecarga nos sistemas de drenagem.

Porém, qualquer chuva que apresente risco de inundações, enxurradas e alagamentos são consideradas pela Defesa Civil como chuvas intensas, exigindo atenção e cuidado.

Quilometragem dos ventos

Confira a classificação baseada na escala de Beaufort, utilizada internacionalmente para classificar a velocidade dos ventos:

Vento moderado (20 a 38 km/h): balança árvores pequenas e dificulta o uso de guarda-chuvas;

Vento forte (39 a 61 km/h): quebra galhos e pode derrubar placas e outros objetos;

Vento muito forte (acima de 75 km/h): já representa risco de destelhamentos, queda de árvores e danos significativos à infraestrutura elétrica.

Durante tempestades severas em São Paulo e no Rio de Janeiro, a velocidade do vento pode frequentemente ultrapassar os 90 km/h, exigindo uma resposta rápida para acionamento do plano de contingência.

Queda de árvore

A queda de árvore é um dos principais problemas que contribuem para a queda de energia durante a chuva. Os ventos fortes, o solo encharcado e a falta de manutenção da flora urbana contribuem para a queda de árvores e galhos pesados sobre a rede elétrica, que causam rupturas e deslocamentos nas linhas e postes da rede e resultam na interrupção do fornecimento. Esses danos impactam diretamente no fornecimento de energia.

O mapeamento das árvores perigosas à rede, bem como a poda ou até mesmo remoção dessas árvores é parte fundamental da prevenção de danos à rede no caso de tempestades.

Deslocamentos de ar (ventos fortes)

Os ventos em velocidades acima da média podem fazer com que os fios se encostem de maneira indevida, resultando em curto-circuitos e interrompendo o fornecimento.

Descargas atmosféricas (raios)

Raios que atingem linhas de transmissão ou transformadores podem gerar sobrecargas elétricas que interrompem o fornecimento e causam danos permanentes aos equipamentos. Além de potencialmente causar explosões perigosas, a queda de um raio na rede pode também danificar equipamentos eletrônicos conectados à tomada.

Sujeira, umidade e alagamentos

A umidade facilita a condução elétrica, principalmente em lugares indevidos. Com a água da chuva se misturando com outros resíduos, como folhas e lixo, podem-se formar camadas condutoras que comprometem o isolamento dos fios e aumentam o risco de curto-circuito. No caso dos fios enterrados em galerias subterrâneas, alagamentos também podem causar desligamentos e obstruir manutenções necessárias.

Recomendações

O INMET destaca que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas. Também não é recomendado estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Deve-se evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em caso de emergência, a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193) deve ser acionado.

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