No município há 8,5 mil beneficiários do auxílio de assistência social
Larissa Martins especial para o Diário
Novamente, os estelionatários têm utilizado o nome de órgãos públicos para aplicarem golpes. E, desta vez, contra pessoas elegíveis ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa idosa, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que oferece R$ 1.412. A denúncia foi realizada por um servidor do Serviço Social, no Estado do Rio de Janeiro. Prontamente, o órgão alertou à população para o novo método utilizado pelos criminosos.
Tudo começa com o envio de um SMS ou mensagem de WhatsApp dizendo que já as vítimas possuem direito a este benefício, mesmo que elas nunca tenham dado entrada no pedido. O texto vem acompanhado de data, hora e local marcados pelo falsário, que apresenta um boleto de cobrança pelo "serviço" prestado. Tudo isso é possível porque o criminoso se cadastrou como procurador da vítima. Através de pesquisa foi identificado o cadastramento de vários profissionais da categoria nesta mesma solicitação. O caso somente foi descoberto porque um idoso compareceu ao INSS relatando o ocorrido.
Oito mil segurados
Como esse tipo de benefício é concedido de forma administrativa, não há necessidade de perícia médica, basta que a pessoa esteja inscrita no cadastro Único (CadÚnico) do governo federal, tenha 65 anos de idade e comprove baixa renda. Em Petrópolis há 8.519 pessoas beneficiadas; 4.550 são de amparo social à pessoa com deficiência e 3.960 de amparo social ao idoso.
Fernando Mascarenhas, gerente-executivo do INSS em Petrópolis, frisa que as vítimas não devem fornecer nenhuma informação. A diversidade dos golpes aplicados hoje está diretamente ligada à facilidade com que os criminosos conseguem acessar os dados pessoais dos cidadãos. Por isso, o INSS sempre alerta que não existe uma "Central de Consignados do INSS". O INSS não liga para os segurados informando que o benefício foi concedido e reforça que todos os serviços são gratuitos, sem o pagamento de nenhum tipo de taxa. O INSS não envia funcionários às casas dos segurados para serviços de recadastramento ou prova de vida e não solicita dados pessoais, enfatiza.
Outras tentativas
Como se não bastasse, há mais um golpe em circulação, porém contra aposentados e pensionistas. Criminosos estão se aproveitando de uma engenharia social para ter acesso aos dados pessoais dos segurados usando como isca a Prova de Vida. Vale lembrar que esse procedimento está suspenso até o final do ano. Como no caso anterior, as vítimas também recebem mensagem, e-mail e ligação. A diferença é que neste, os falsários estão indo pessoalmente nas residências garantir que a tentativa seja bem sucedida. Estes utilizam um uniforme com logomarcas do INSS, mas tudo não faça de uma farsa.
Aproveito também para destacar a importância da senha do Portal Gov.br , emitida pelo INSS a pedido do segurado para verificar a margem consignável, por exemplo. Essa senha dá acesso a muito mais do que a margem consignável. Através do acesso ao Gov.br é possível acessar várias informações de muitos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, como Receita Federal, Detran, Junta Comercial, entre outros. E assim, os criminosos podem usar esses dados pessoais para abrir contas, empresas e desviar recursos pessoais, acrescenta Fernando.
Canais
O canal digital oficial para envio de documentos é o Meu INSS (site gov.br/meuinss ou aplicativo para celular). O segurado jamais deve enviá-los por e-mail. O número do SMS usado pelo INSS para informar os cidadãos é 280-41.
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