Demétrio do Carmo - Especial para o Diário
Motoristas que dependem da ligação entre Teresópolis e Petrópolis convivem com dificuldades desde a manhã de segunda-feira (23), após a interdição da BR-495. O bloqueio provocou aumento expressivo no tempo de viagem e também impactou o bolso de quem precisa recorrer a caminhos alternativos.
De acordo com o DNIT, não há prazo definido para a reabertura da rodovia. Técnicos do órgão já realizaram vistorias no trecho afetado e elaboram estudos para viabilizar a recuperação da pista, que cedeu nas proximidades do km 22.
Com pouco mais de 30 quilômetros de extensão, a estrada é uma das principais conexões entre os dois municípios. Sem a via, motoristas passaram a utilizar rotas alternativas algumas mais longas e, em dois casos, com cobrança de pedágio. O percurso, que antes era feito em cerca de uma hora, pode chegar a até 3h30, dependendo do fluxo de veículos.
Entre as opções para quem sai de Petrópolis está o trajeto pela serra de Teresópolis, com acesso a Magé e à BR-040, percurso que inclui dois pedágios a R$ 19, 40 e R$ 21, respectivamente. Outra alternativa é a Serra Velha, por Piabetá, sem tarifas. Há ainda o caminho por São José do Rio Preto, pela BR-492 (Estrada Silveira da Mota), via estreita e sinuosa, também sem cobrança.
Moradores relatam que a interdição tem afetado diretamente produtores rurais da região, que estão transferindo mercadorias manualmente - caixa a caixa - de um veículo para outro, estacionado do lado oposto do bloqueio. Uma reunião estava prevista para essa sexta-feira (27), com a participação do DNIT e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), para discutir o andamento das intervenções e buscar informações sobre a previsão de conclusão dos trabalhos.
Veja também: