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Jejum intermitente no Carnaval e pós-festa

Foto: Divulgação
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Darques Junior Especial para o Diário

Com o Carnaval, que terminou nessa quarta-feira (18), algumas pessoas buscaram perder peso de maneira mais eficaz e rápida para as comemorações. O jejum intermitente é uma prática ancestral de sobrevivência que, segundo a Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), é utilizado desde a Grécia Antiga.

Porém, após estudos realizados pela Universidade Federal da Paraíba, financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e divulgado pelo Ministério de Saúde, o jejum intermitente pode causas danos a células cerebrais e intestinais. Além disso, podem desenvolver questões psicológicas, como compulsão alimentar e desenvolvimento de distúrbios alimentares, bem como danos físicos como: hipoglicemia, fraqueza, desidratação, náuseas, constipação, queda ou enfraquecimento capilar, anemia e osteoporose devido à falta de nutrientes.

A psicóloga Keila Braga falou um pouco dos benefícios e malefícios do jejum intermitente, além de apontar a importância de se observar como o psicológico fica diante desta situação. “O jejum intermitente por um lado é bom para modular o comportamento, melhorar o foco, a clareza e o humor. Mas é preciso tomar cuidado, pois a prática não é para todo mundo, pois, pode gerar instabilidade, agravamento de compulsão alimentar, ansiedade e etc”.

Juliana Bayeux, nutricionista, comentou sobre o jejum, destacando a importância do equilíbrio e da consciência para melhor estratégia. “O jejum intermitente funciona melhor quando a pessoa está dentro de uma rotina organizada. No Carnaval, como houve mudanças de horários, maior gasto energético e, muitas vezes, consumo de bebida alcoólica e alimentação desregulada, é preciso adaptar essa prática com bom senso”, disse.

A nutricionista falou que, se uma pessoa opta por manter o jejum, é importante priorizar as janelas alimentares durante o dia e deixar a prática para o período noturno: “Um exemplo seguro seria encerrar a alimentação por volta das 19h e retomar entre 7h e 9h da manhã seguinte”, exemplificou. Juliana menciona que é fundamental se manter hidratado de maneira adequada com águas, chás e cafés sem açúcar, lembrando que sucos são considerados quebras de jejum. “No contexto do Carnaval, em que houve maior perda de líquidos e gasto calórico elevado, a atenção com a hidratação deve ser redobrada”, complementa.

A doutora ainda finalizou dizendo da importância de priorizar frutas, alimentos leves e nutritivos nas janelas alimentares: “Se houve consumo de bebida alcoólica, o ideal é não associar a períodos prolongados de jejum, evitando mal-estar, desidratação e queda de energia. O mais importante é entender que saúde não é extremismo” .

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