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  Artigo
Jô Soares e sua relação com Petrópolis
Rogerio Tosta
 

Muita gente sabe da relação que o humorista, ator, apresentador e escritor, Jô Soares, teve com Petrópolis, quando, durante muitos anos frequentou a cidade, pois tinha uma casa na região da Itaipava. No entanto, poucos sabiam, até sua entrevista para o jornalista Ricardo Boechat, em 2017, que ele adotou o apelido de “Gordo”, porque em Petrópolis as pessoas olhavam para ele com espanto e certa admiração.
“Quando fui a Petrópolis, as pessoas me olhavam na rua e riam, porque nunca tinham visto um gordo”, conta o humorista na entrevista. Ele acreditava que de alguma forma, a partir daí decidiu que seria conhecido pelo que era, não por ser gordo e por isso em tudo que fez se dedicou mostrando seu potencial e sua criatividade.
Jô Soares, 84 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 25 de julho, e sem dúvida nenhuma deixa um legado grande, não apenas para televisão, mas para vida, como exemplo de superação e de determinação.
A ligação de Jô Soares com Petrópolis, vai além de ter sido uma atração na cidade por ser gordo, ou por ter sido visto em alguns estabelecimentos comerciais. Dos 9 aos 12 anos, ele estudou no antigo Colégio São José e, num de seus programas, ao falar sobre esta passagem, lembrou do professor de matemática, Ernani Pinto Ferreira, que segundo o humorista foi um excelente professor.
Na década de 1990, quando uma grande parcela da cidade discutia um dos maiores e polêmicos empreendimentos imobiliários em Itaipava, o Granja Brasil. Jô Soares, como outros artistas que tinham casa em Itaipava, em março de 1994, criticou o projeto, afirmando que "é uma loucura, uma coisa inconcebível”.
A passagem de Jô Soares por Petrópolis, pessoas que conheceu e lugares que visitou sempre foram, quando havia oportunidade, mencionados pelo apresentador em seus programas. Jô Soares sempre falou com carinho de Petrópolis e sempre manifestou muito respeito pelos petropolitanos e pela cidade.
Mesmo quando, em 1993, duas semanas após o plebiscito que definiu o regime de governo do Brasil, rejeitando a proposta de monarquia, o humorista publicou um artigo na Revista Veja, uma sátira aos apoiadores da mudança de sistema de governo, sugerindo a criação do “Principado de Petrópolis”. No texto, mesmo sendo uma sátira, não desrespeitou Petrópolis. Ele apenas fez a sugestão aproveitando a tradição da Família Imperial e sugerindo como deveria ser o sistema de governo e vida social do Principado de Petrópolis.
Não há dúvida que ele é mais uma personalidade do Brasil que, de forma direta ou indireta, teve uma relação com Petrópolis. Esta relação precisa ser reconhecida, respeitada e valorizada. Afinal de contas, Petrópolis por décadas foi e é a cidade de veraneio de grandes personalidades da história e da cultura do Brasi


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