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  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

Impactos em Petrópolis dos compromissos ambientais

É consenso que uma empresa ou governo, para bem cumprir o seu papel, deve ser capaz de implementar boas idéias e projetos.

Ideias às vezes são concepções abstratas, quase castelos no ar e embora com toda beleza que possam ter isto não significa nenhuma certeza da possibilidade de sua realização.

Na visão do escritor francês Victor Hugo, porem, nada é mais forte que uma ideia cujo tempo chegou. Mormente quando ela chega amparada pela ciência e com a premência de ser implantada para a sobrevivência da vida humana no planeta, como é a urgência de se reduzir as emissoes de gases de efeito estufa a zero.

Resistem a essa idéia ignorantes, negacionistas ou pessoas cuja cupidez não as deixa enxergar senão o que lhes convem. Os demais todos gostariam que isso viesse a ocorrer mas talvez não se deem conta  dos desafios tecnológicos, econômicos, políticos e sociais que isso encerra e a necessidade do engajamento geral nesta causa.

Um dos principais responsáveis pelas emissoes desses gases de efeito estufa, que promovem o aquecimento do planeta,são os automóveis. Isso significa  cerca de 25 % do total das emissoes nos Estados Unidos e por uns 7 % no Brasil. São complexos os processos para se eliminar estas emissoes. No exterior já se orienta toda a industria para a fabricação de automóveis movidos a motores elétricos, com a energia proveniente de baterias. No Brasil estes carros começam a ser oferecidos ao mercado. Nós temos tambem o recurso de usar motores movidos a alcool, que embora emitam os mesmos gases eles voltam a ser capturados pelas plantações de cana, que retiram o gas carbonico do ar no seu processo de fotossíntese. Há no caso uma neutralização das emissoes. Emite-se no uso dos motores mas se compensa com a captura  na fase de crescimento da cana.

Tendo promovido a maior revolução nos modos de vida no século XX os veículos automóveis não são apenas meio de locomoção. Eles são também a ponta de uma indústria de enorme escala de consumo de materiais na sua fabricação ou na sua operação. O aço, os plásticos, a industria de petróleo e as refinarias geram milhôes de empregos e riqueza .  

É natural que a substituição de veículos a gasolina ou diesel  por elétricos cause grande perplexidade em muitas cabeças.Tendo resistido enquanto pode e mesmo feito uma boa parceria com as empresas de petróleo, a indústria automobilística já procura se distanciar desta aliança. Fabricantes de todas as marcas conhecidas vem  lançando veículos elétricos ou  híbridos e estão anunciando que deixarão de fabricar os automóveis convencionais em poucos anos. Pelo lado do governo , especialmente na Europa, esta tendência é ainda mais forte. Vários países anunciaram que sua sindústria automobilísticas não fabricarão mais veículos convencionais a partir de 2030 e tem expectativa que eles deixem de circular totalmente em 2050. Os acionistas das empresas fabricantes de automóveis também demonstram o seu desinteresse pelo futuro dos carros convencionais, o que se traduz numa enorme desvalorização das ações das grandes empresas que tentam sobreviver através de fusões com outras e desenvolver novos veículos elétricos.

Em paralelo às medidas aotadas pela industria e  disposições governamentais, as cidades devem tambem se preparar para este novo mundo de emissões nulas,  alterando radicalmente seus sistemas de transporte publico e de permissão de circulação de veículos particulares. Um novo urbanismo vai surgir com mais areas para pedestres nos centros urbanos, recuperação do comércio de rua , aumento do trabalho doméstico.  A digitalização reduzirá em muito a necessidade dos deslocamentos físicos.

Petrópolis deve se prteparar para isso a exemplo de muitas outras cidades  que anunciaram seus planos. Paris, por exemplo,  anunciou ha poucos meses que fechará  sua famosa avenida dos Champs Elysées, transformando-a numa enorme area de pedestres e lazer. As caracteristicas geográficas de Petrópolis sugerem um enorme eixo de veiculos publicos eletrificados da Quitandinha , ao Centro e se extendendo aos Distritos ao longo da Coronel Veiga, rua do Imperador, rua da Imperatriz e antiga União e Industria. As restrições à circulação de automóveis particulares devem se iniciar em poucos anos e a partir daí só aumentarão. 

Há um grande planejamento a fazer para que isso possa se materializar no momento certo. O Brasil se comprometeu a zerar suas emissoes em 2050 e, para isso, deve reduzi-las à metade até 2030. Vamos acordar para as novas realidades!

Sobrevivência num mercado global e altamente competitivo.



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