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  Saúde

Médica fala sobre a importância do sono na regulação metabólica

Entenda como a qualidade do sono pode interferir no metabolismo


 Foto: Divulgação 

A rotina acelerada da vida moderna vem privando a sociedade do merecido descanso. Em recente estudo divulgado pelo Ibope, cerca de 65% da população brasileira possui baixa qualidade de sono. O problema interfere diretamente na saúde metabólica e geral do corpo. Diante deste cenário, médica destaca os efeitos benéficos do sono na restauração corporal, que inclui o reparo dos tecidos, crescimento muscular e síntese de proteínas.

De acordo com a Drª Nathália Ventura, médica especializada em nutrologia e endocrinologia, a má qualidade do sono pode ter consequências graves a longo prazo, aumentando o risco de hipertensão, diabetes e até mesmo depressão. “É durante o sono que o organismo exerce suas principais funções restauradoras, permitindo a reposição de energias e a regulação do metabolismo”, explicou.

A duração do sono, em um tempo igual ou inferior a seis horas por dia, também pode desencadear o aumento do risco de obesidade. Com as alterações endócrinas, que afetam os hormônios responsáveis pelo controle da fome e saciedade, o indivíduo pode ter aumento do apetite, resultando em uma maior ingestão calórica, o que reforça a importância de um padrão adequado de sono, na manutenção do peso corporal e na prevenção de doenças metabólicas.

A médica ainda destaca a influência do sono na capacidade aeróbica. “Quando há baixa qualidade de sono, a função das mitocôndrias, que são estruturas responsáveis por gerar a energia que os músculos precisam, é comprometida. Além disso, a resposta da síntese de proteínas musculares diminui, e os níveis de hormônios anabólicos, como a testosterona e o hormônio do crescimento, também são reduzidos. Dormir mal, por exemplo, quatro horas por noite, durante cinco dias, pode reduzir a função das mitocôndrias em pessoas saudáveis”.

Estudos apontam que oito horas é o tempo ideal de descanso prescrito para adultos. Para adolescentes e crianças em idade escolar, cerca de 10 horas por noite. Neste cenário, a especialista também alerta para os riscos do excesso de sono, que pode ser desencadeado por problemas de saúde, como anemia, fibromialgia, rinite, alterações na tireoide e doenças cardíacas. O sono excessivo ainda pode incluir um maior risco de demência, conforme estudo do Departamento de Neurologia, do Hospital Universitário de Madrid.

“A pesquisa ainda aponta que, adultos que dormem mais de nove horas por noite, têm duas vezes mais chances de desenvolver Alzheimer, do que pessoas que dormem entre sete e oito horas. Por isso, é importante adotar hábitos de sono saudáveis, que inclui também, equilíbrio na quantidade de horas dormidas. Para conseguir as horas corretas de sono, é necessário, além de manter um ambiente tranquilo e escuro, controlar o consumo de cafeína e evitar cochilos durante o dia”, apontou.

O sono adequado não é apenas essencial para a recuperação física e mental, mas também desempenha um papel fundamental na regulação metabólica e na prevenção de uma série de doenças. Para esclarecer dúvidas sobre o assunto, a médica elaborou gratuitamente uma série de vídeos, com informações e dicas que priorizam a qualidade do sono, como parte integrante de um estilo de vida saudável e equilibrado, através do Instagram @dranathaliaventura. Diariamente, perguntas são respondidas e instruções fornecidas às pessoas que buscam por tratamento.



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