Vitor Cesar estagiário
Quando a mulher chega aos 40 anos, começa a sentir os efeitos da menopausa. Marcado por mudanças no cotidiano da mulher, o período é caracterizado pela ausência de menstruação (amenorreia) e diversos outros sintomas. Como principais são: ondas de calor/fogachos, ressecamento na bexiga, dificuldade urinária, aumento da irritabilidade, instabilidade emocional, alterações cutâneas, aumento na concentração da gordura corporal, perda de massa óssea e risco aumentado de doenças cardiovasculares.
A neuropsicóloga Kátia Renato, fala sobre sua experiência na época de menopausa. “Iniciei o processo aos 50 anos e ela parou com 52. Acabei optando por não tratar com hormônios, pois sou hipertensa e isso acaba impossibilitando o tratamento. Senti muitos fogachos, ainda sinto na parte da noite, mas, antigamente também tinha durante o dia. Tive também algumas dores nos seios e também ganhei uma certa quantidade de peso durante a menopausa”.
O documento “Diretrizes Brasileiras sobre a Saúde Cardiovascular no Climatério e na Menopausa”, lançado em outubro de 2024 pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), é um texto que anuncia novas diretrizes sobre o uso de Terapia Hormonal (TH) para mulheres que entraram na menopausa.
O principal objetivo é destacar que o tratamento de reposição hormonal “deve ser iniciado nos primeiros 10 anos após o início da menopausa, quando a mulher deixa de menstruar ou antes dos 60 anos, para que os benefícios superem os riscos associados”. Por outro lado, iniciar a terapia hormonal em mulheres, com 60 anos ou mais e após mais de 10 anos do início da menopausa, pode “aumentar o risco absoluto de doenças cardiovasculares, tromboembolismo venoso e acidente vascular cerebral”.
O Ministério da Saúde (MS) adverte sobre a manutenção do acompanhamento ginecológico regular, onde “alguns hábitos podem auxiliar na qualidade de vida, tais como manter o peso adequado, uma alimentação saudável, rica em cálcio e vitamina D e pobre em gorduras saturadas, evitar o uso de cigarros e consumo de álcool ou cafeína, praticar atividades físicas regularmente, além de práticas integrativas e complementares” podem ajudar a paciente.
Estudo Racial
Em um estudo realizado pelo Instituto Esfera, mostrou que mulheres negras e que residem em áreas menos assistidas pelo poder público sofrem mais com o impacto da menopausa na vida da mulher. Segundo a pesquisadora e uma das responsáveis pelo levantamento, Clarita Costa Maia explicou que o estudo percebeu um componente biológico que atinge mais as mulheres negras, somado a condição social que contribui para essa distinção.
Andropausa
Os homens também sofrem com um fenômeno parecido. A andropausa, ou Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) é o declínio gradativo dos níveis de testosterona. Processo que normalmente ocorre depois dos 40 anos, não causa infertilidade instantânea, mas gera fadiga, redução de libido, disfunção erétil, perda de massa muscular e irritabilidade.
Para tratar, importante se consultar com um urologista ou endocrinologista para entender se há necessidade de reposição hormonal.
Dia da Menopausa
O Dia Mundial da Menopausa, instituído em 2009 pela Sociedade Internacional de Menopausa (IMS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o dia 18 de outubro tem como objetivo conscientizar sobre a saúde durante a menopausa, os desafios do período para a mulher e opções de tratamento para uma melhor qualidade de vida.
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