Edição anterior (1071):
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Ed. 1071:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1071): segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ed.1071:

Compartilhe:

Voltar:


  Artigos

Senciência dos animais

Gilberto Pinheiro

 

MESMO HAVENDO LEIS PROTETIVAS, É IMPERATIVO NOVA CONSCIÊNCIA  -

Educação não tem limite 

Nós sabemos que existe um contexto jurídico favorável à defesa dos animais e, a cada dia, surgem novos adeptos e simpatizantes à referida causa, somando forças na defesa desses seres tão fragilizados. Sem dúvida, um grande avanço, se levarmos em consideração tempos atrás quando não havia tal preocupação por parte dos legisladores e, mesmo surgindo algumas leis, eram tímidas e até sectárias, ou seja, apenas para dar satisfação à sociedade brasileira.  Um exemplo singular é a Lei Federal 5197/67, ainda em vigor, proibindo a caça a animais silvestres em extinção, todavia, liberando os animais que não se enquadram neste entendimento à liberação da prática de tiro ao alvo por parte de caçadores insens íveis e inescrupulosos, permitindo, inclusive, que praticantes dessa crueldade se agrupem em clubes, agremiações e associações.  Lei, na verdade, mal elaborada, deixando a vida dos animais sem o devido respeito e valor, protegendo uns e desamparando outros.

Observem a dualidade -  a citada lei é um despropósito e ofensa à vida, desqualificando-a, exatamente para atender aos que têm sede de sangue e subjugadores de animais. Hoje em dia, certamente, essa lei não seria aprovada no Congresso Nacional, tendo em vista o ativismo inteligente e audacioso dos defensores dos animais.  Precisamos agir em consonância com aquilo que é digno e que protege a vida, sem discriminá-la, seja humana, seja animal não humano.    Como já afirmara em vezes anteriores, os animais são seres vivos, semoventes e sencientes e não podem ser sacrificados porque o homem deseja.  A rudeza do caráter humano nunca foi boa referência.

O SER HUMANO EDUCADO NÃO MALTRATA ANIMAIS   

Infelizmente, a concepção antropocêntrica ainda possui raízes fortes nos tempos atuais, embora esteja havendo alguma alteração no entendimento sobre a vida da fauna em amplo espectro, graças, exatamente, aos que constroem novas estradas, a luz da esperança se acende em prol do bem-estar dos animais.
Particularmente, entendo que mais vale despertar consciência no próximo do que a existência de leis que muitas vezes são contestadas.  Por isso, o que sempre afirmo - a imperiosa necessidade de educar nas escolas e faculdades sobre o direito à vida animal.  Um povo consciente de seus deveres não precisa conviver sob a égide de leis, regulamentando o que é certo e o errado.

Portanto, ilustres amigos(as) leitores, faz-se mister trabalhar intensamente na defesa animal, inclusive,  utilizando as mídias existentes, propagando o direito deles à vida, tendo uma visão mais ampla, afinal, como dissera em outros artigos de minha autoria, os animais possuem os substratos neuroanatômicos, neurofisiológicos e neuroquímicos da consciência.  Concluindo, parafraseio o ilustre dr. Philip Low, neurologista e docente da Universidade Stanford, EUA, responsável pelos proficientes estudos alusivos à senciência animal  e que subscreveu  a Declaração de Cambridge, proferindo frase simples e emblemática em alusão às suas conclusões: - "agora, não podemos mais dizer que não sabíamos".
 
Enquanto as leis forem necessárias os homens não estarão capacitados para a liberdade.
Pitágoras - filósofo grego - 570 a.C / 495 a.C.

Somos o coração, a alma, a voz dos animais



Edição anterior (1071):
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Ed. 1071:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1071): segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ed.1071:

Compartilhe:

Voltar: