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Milícia do Rio de Janeiro tem braço em Petrópolis

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão na cidade

Foto: Reprodução PCERJ
Foto: Reprodução PCERJ

Rômulo Barroso - especial para o Diário

A Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagrou nessa quarta-feira (12/06) a "Operação Magnum", contra lavagem de dinheiro da milícia comandada por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. A Polícia Civil também esteve em Petrópolis durante esse trabalho e cumpriu mandados de busca e apreensão. No entanto, não foi informado o endereço onde foi realizada a ação, nem detalhes se foi em residência ou empresa.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 30 milhões entre 2021 e 2024. A Polícia Civil afirma que "um dos alvos utiliza empresas do setor de transporte e intermediários para dissimular a origem ilícita de recursos provenientes de atividades criminosas da milícia, como grilagem de terras, loteamento irregular de terrenos e extorsões". Esse criminoso é Marcelo Morais dos Santos, o Grande, que atuava para o miliciano Danilo Dias Lima, o "Tandera", mas em 2022, se aliou à milícia de Zinho, enfraquecendo a organização criminosa de Tandera.

Além de Petrópolis, a operação também cumpriu mandados nos bairros da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Campo Grande, Santa Cruz, Curicica e Paciência, no Rio, e no município de Seropédica. O trabalho ainda se estendeu para os estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Espírito Santo. Foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão contra 13 pessoas e 10 empresas.

De acordo com a Polícia Civil, duas pessoas foram presas em flagrante durante a operação, uma por receptação e outra por furto de energia elétrica e crime ambiental. "Durante as diligências, foram apreendidos três veículos de luxo avaliados em mais de meio milhão de reais, aproximadamente R$ 240 mil em espécie, armas de fogo, jet-ski, quadriciclo, computadores, celulares e documentos, entre outros", informou a Polícia Civil.

Zinho

Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, era o miliciano mais procurado do Rio até dezembro do ano passado, quando ele se entregou à Polícia Federal após cinco anos foragido. Ele comandava a milícia na Zona Oeste da capital desde 2021. Depois que foi preso, a milícia passou a ter uma disputa por poder, e na semana passada, um dos nomes que reivindicavam a chefia, Rui Paulo Gonçalves Estevão, o Pipito, foi morto.

Marcelo Morais dos Santos, o Grande, que passou para a milícia de Zinho em 2022, foi um dos alvos da operação dessa quarta. Ele é dono de uma empresa de transportes que atua em Seropédica que movimentou R$ 1,3 milhão em seis meses, mas está desaparecido desde setembro do ano passado. A Polícia investiga se ele foi assassinado. Ele e outro alvo da operação, Marcus Vinicius Vitoriano Profeta, o Profeta, movimentaram parte dos R$ 30 milhões levantados pela milícia na compra de criptomoedas.

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