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Ministério da Saúde abre vagas para formar educadores populares em saúde

A inciativa abriu 98 vagas em quatro estados do Brasil para fortalecer ações de atenção primária do SUS

Foto: Alexandre Álvares_Agência Saúde DF
Foto: Alexandre Álvares_Agência Saúde DF

Vitor Cesar estagiário

O Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco), abriu inscrições para o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado à População em Situação de Rua (EdPopRUA). As inscrições vão até 27 de maio e, nesta rodada, contemplam candidatos do estado do Rio de Janeiro, além de Goiás, Pará e Rio Grande do Sul.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) em parceria com movimentos sociais ligados à população em situação de rua, tem como objetivo fortalecer práticas de cuidado baseadas no território, no trabalho interprofissional e na educação popular.

De acordo com o Observatório do CadÚnico, cerca de 447 famílias vivem em situação de rua em Petrópolis. Segundo o Painel de Dados Observa DH, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, 91,38% dessa população é do sexo masculino e 77,59% é pessoa com deficiência (PcD) .

Entre os motivos relatados para a situação de rua, problemas familiares lideram (29,76%), seguidos por uso de álcool e drogas (23,08%), desemprego (18,22%) e perda de moradia (10,73%). Quanto ao local de pernoite, 67,23% dormem nas próprias calçadas, praças e viadutos da cidade; apenas 22,97% têm acesso a algum abrigo.

No Brasil, a meta é capacitar 5 mil profissionais que atuam diretamente no cuidado a pessoas em situação de rua. Para isso, o governo federal prevê investimento de R$ 14,6 milhões, além de R$ 236 milhões adicionais, entre 2024 e 2026, para ampliar 660 equipes multiprofissionais de Consultório na Rua em todo o país.

O programa integra o Plano Ruas Visíveis, lançado em 2023, que reúne ações em eixos como saúde, assistência social, educação, habitação e trabalho.

Rede de apoio petropolitana

O Consultório na Rua da cidade foi implantado em 2016 e opera com equipe multidisciplinar composta por médicos, dentistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, técnicos de saúde bucal e técnicos de enfermagem.

A rede é complementada pelo Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP), na Rua Alberto Torres, e pelo Núcleo de Integração Social (NIS), no Alto da Serra. As abordagens sociais são realizadas diariamente, inclusive aos fins de semana e feriados, por demanda espontânea ou por encaminhamentos de unidades de saúde.

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