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Ministérios defendem resolução sobre aborto legal para meninas vítimas de estupro

Nota oficial dos ministérios das Mulheres e dos Direitos Humanos defende resolução da Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente sobre aborto legal em casos de estupro de vulneráveis e pede que a Câmara considere aspectos legais e técnicos

Foto:  Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto:  Marcello Casal Jr/Agência Brasil


Agência Gov | via MDHC e MM

Em nota oficial, apesar de em tom contido e técnico, os ministérios das Mulheres e dos Direitos Humanos e Cidadania condenaram a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que dificulta o aborto legal para meninas vítimas de estupro.

Os dois ministérios afirmam que estão intervindo junto à Câmara, com posicionamentos técnicos, com o objetivo de deter o avanço da proposição.

O PDL 3/25 susta os efeitos da Resolução nº 258 , de 23 de dezembro de 2024, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Leia a nota:

"O Ministério das Mulheres e o Ministério dos Direitos Humanos estão profundamente preocupados com a aprovação do PDL na Câmara e acompanham atentamente sua tramitação. Está dentro das atribuições dos ministérios articular-se com o Congresso Nacional nos assuntos de competência das pastas, e é exatamente dentro desses limites legais que os ministérios estão atuando com relação ao tema.

Estamos trabalhando para fazer chegar aos parlamentares o posicionamento técnico sobre a proposição. Os dados sobre gestações infantis decorrentes de estupro de vulnerável são alarmantes, e a Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) busca justamente garantir assistência adequada a essas meninas, assegurando o direito delas à própria vida.

O corpo de uma criança não suporta uma gravidez, e nenhuma gestação em crianças, situação de extrema vulnerabilidade deveria sequer ocorrer. Entendemos que o Conanda atuou dentro dos limites de sua competência legal e democrática, com participação da sociedade civil. Por isso, consideramos que o PDL não tem fundamento constitucional para seguir tramitando e representa um inconformismo de setores que se opõem à proteção integral de meninas vítimas de violência."

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