Darques Júnior Especial para o Diário
Morador de Petrópolis desde os 10 anos de idade, Gustavo Barreto, advogado formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ) viajará para Brasília, no próximo dia 14, para assumir um cargo inicial na carreira diplomática. Assim como a maioria dos brasileiros, Gustavo se formou e dividiu seus estudos com o trabalho ao longo de nove anos: “Foi um processo longo, fiz o concurso para a Diplomacia oito vezes ao longo desse tempo. Às vezes, penso como consegui ser tão resiliente”, disse. Ele ainda comenta que, das oito vezes que prestou para o concurso, nas primeiras cinco, não conseguiu passar da primeira fase. Em 2023 e 2024, Gustavo passou para a segunda fase, porém, sem sucesso. Em 2025, conseguiu passar por todas as etapas exigidas pelo Ministério das Relações Internacionais.
Os aprovados do concurso ingressam, a princípio, no cargo de terceiro secretário, além de realizar curso de formação no Instituto Rio Branco durante um ano em média, com aulas de políticas internacionais e idiomas. Segundo o novo diplomata, são 50 vagas para 8.861 inscritos, mas “o clichê de ‘eu só preciso de uma vaga’ se mostrou real”, disse. O advogado ainda menciona que depois do curso de formação, os admitidos serão designados para trabalhar em um dos setores do Ministério das Relações Exteriores: “Em regra, depois de três anos da posse, podemos ser transferidos para trabalhar no exterior, em alguma das representações do Estado brasileiro”, explicou.
Quanto às expectativas, Gustavo tem a de poder aprender muito mais e, posteriormente, contribuir, efetivamente para a política externa do país. Além disso, em última instância, o advogado pretende contribuir para a melhoria da vida dos brasileiros que vivem aqui: “Muita gente não tem noção de como a política externa pode impactar nossa vida no Brasil, mas é só lembrar que um acordo comercial, pode, por exemplo, aumentar o número de empregos em determinado setor da economia”, analisa.
Ao ser perguntado sobre as pessoas que têm o sonho, para qualquer que seja o objetivo, Gustavo destaca a importância do foco, de identificar o motivo e traçar um plano para evitar frustrações. Ele ainda comenta que cada uma sabe da sua realidade, mas é preciso também acreditar, ter fé, cuidar da saúde mental e se cercar de pessoas que vão te apoiar: “A gente se surpreende e tira forças de sei lá onde quando se tem um sonho, um objetivo. Mesmo depois de ouvir não sete vezes, achei que fazia sentido voltar e tentar a prova uma oitava vez”, conclui.
Segundo informações do Ministério de Relações Internacionais, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é realizado em três fases: A prova objetiva e as dissertativas, com questões de português, história do Brasil e do mundo, política internacional, economia, geografia, direito, inglês, espanhol e francês além das provas discursivas em português e inglês com redação, resumo, tradução e interpretação. Os requisitos principais para concorrer as 50 vagas são: Ter nacionalidade brasileira nata, diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação e idade mínima de 18 anos, bem como estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, além da taxa de cerca de R$ 229,00.
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