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Mpox: como se prevenir e seus riscos

O  vírus da Varíola dos Macacos chegou ao Brasil e já apresenta 90 casos no país em 2026

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Vitor Cesar - estagiário

A chegada e aumento de casos registrados de Mpox no Brasil vem causando receio e preocupação na população do país. Porém, segundo o Ministério da Saúde, juntamente com diversos especialistas, a situação não é de desespero.

O vírus da Mpox (Monkeypox) é da mesma família da varíola, tendo como principal forma de transmissão  contato com as lesões (erupções escuras com conteúdo viral) na pele, fluidos corporais, saliva, objetos contaminados e gotículas respiratórias. Além das erupções cutâneas que podem surgir em diversas partes do corpo, febre, dor de cabeça e ínguas são os sintomas mais comuns da doença.

Leandro Ledesma, infectologista da Rede Hospital Casa, aprofunda sobre as lesões. “Geralmente começam planas, tornam-se elevadas, preenchem-se com um líquido claro ou amarelado e, por fim, formam crostas que secam e caem. Podem se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas nos surtos recentes temos visto muita prevalência na região genital e anal, além da boca e dos olhos. O número de lesões varia de uma única ferida a milhares”.

O infectologista ainda alerta sobre o risco de endemia. “O risco de a doença se tornar endêmica (ou seja, manter uma circulação constante) é uma preocupação real. Trabalhos recentes apresentados pela Fiocruz alertam que a Mpox tem ressurgido como um problema contínuo. Os estudos do INI-Fiocruz sobre o surto de 20232024 (e os dados atualizados de 2025/2026, onde o Brasil continua registrando vários de casos, predominantemente leves a moderados) mostram que é necessária uma vigilância contínua. Se não mantivermos o rastreio, o diagnóstico rápido, o isolamento dos casos e a vacinação estratégica de grupos de risco, o vírus pode se estabelecer de forma sustentada, tornando-se uma infecção sexualmente transmissível (IST) viral endêmica e negligenciada”.

Até agora, as ocorrências foram em alguns estados. A maior parte foi confirmada em São Paulo, com 62 casos. O resto se distribuiu em Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1) e Paraná (1).

Para se prevenir, é necessário tomar alguns cuidados. “A prevenção se baseia na quebra da cadeia de transmissão por contato: Evitar contato íntimo ou pele a pele com pessoas que apresentem lesões suspeitas; Higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel; não compartilhar objetos de uso pessoal, roupas de cama ou toalhas com casos suspeitos ou confirmados; uso de preservativos (embora o preservativo não evite o contato pele com pele da região pélvica, ele protege contra outras ISTs e reduz o contato com fluidos); vacinação - O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina para grupos de alto risco” explicou Leandro.

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