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  Geral

Número de registros de óbitos sobe 60% no primeiro trimestre

Dados dos cartórios aponta para impacto da covid-19 nos números

Wellington Daniel

O número de registros de óbitos em Petrópolis subiu 60% no primeiro trimestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado. É o que aponta o Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil), a partir de dados dos cartórios da cidade. Segundo a Arpen, o aumento foi de 652 mortes para 1.043.

Os dados foram acessados ontem (05) e mostram que o mês com o maior aumento foi março, onde as mortes quase dobraram, de 228 para 435, um percentual de 90,8%. Logo após, vem o mês de janeiro, com 47,3% de aumento, de 239 para 352. Por fim, fevereiro, com alta de 38,4%, de 185 para 256.

Impacto da covid-19

O portal também traz um detalhamento das causas respiratórias e cardíacas. Segundo esta divisão, a covid-19 apareceu como causa ou suspeita de 358 mortes. É a principal causa de morte nestes três primeiros meses de 2021. No ano passado, apenas um óbito teve a certidão emitida tendo a doença como causa ou suspeita, no mês de março.

Logo após, a segunda principal causa foi a septicemia, que apareceu em 107 registros de óbitos. Em relação ao ano passado, houve um aumento de 8,1%, já que os três primeiros meses de 2020 tiveram 99 casos.

Dentre as causas cardíacas, a principal causa foi o infarto, que foi contabilizado em 69 óbitos. Em relação ao ano passado, o aumento foi de 38%, já que, naquele período, 50 petropolitanos tinham sido vítimas do problema.

As demais causas de morte, fora de causas respiratórias e cardíacas, somam 219 casos. Em relação a 2020, também houve aumento, de 15,3%. No ano passado, janeiro, fevereiro e março somaram 190 óbitos deste tipo.

Dados da PMP

De acordo com os dados do Painel Epidemiológico da Prefeitura, o mês de março foi o pior de toda a pandemia, com 133 mortes contabilizadas até domingo (04). Logo após, vem janeiro 110. Fevereiro teve uma pequena diminuição e registrou o quinto maior número, com 52 vidas perdidas para a doença.

Os números também conversam com as estatísticas da Prefeitura de Petrópolis acerca da pandemia. Para que uma morte seja contabilizada como covid-19 pelo município, é necessário, além do atestado de óbito, o resultado do teste RT-PCR positivo. É por isso que nem todas as mortes são confirmadas no mesmo dia em que ocorreram.

Ainda assim, para se ter um acompanhamento da situação da pandemia, o município tem as informações da data exata em que as mortes ocorreram e atualiza os números mensais do Painel Epidemiológico a partir destes dados.

Nascimentos caem

Na contramão do número de mortes, os nascimentos caíram 10,6% nos três primeiros meses de 2021, segundo os dados da Arpen Brasil. Os registros de recém-nascidos foram de 961 para 859 no período na comparação entre os dois períodos.

O mês com a maior redução de bebês foi janeiro, quando houve uma queda de 20,3%, de 345 para 275. Logo após, vem março, com 5,7%, de 331 para 312. Já fevereiro, teve 285 certidões de nascimento emitidas no primeiro trimestre de 2020 contra 272 do mesmo período deste ano, o que representa uma diminuição percentual de 4,6%.

 

Mortes em Petrópolis no primeiro trimestre

Fonte: Arpen Brasil

Causas

2020

2021

Insuficiência respiratória

52

59

Pneumonia

148

104

Septicemia

99

107

Respiratória indeterminada

3

0

SRAG

1

0

AVC

50

62

Infarto

50

69

Cardiovasculares inespecíficas

58

65

Covid

1

358

Demais óbitos não citados

190

219

Total

652

1.043



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