Com as ruas mais movimentadas cresce também o risco de acidentes; especialista reforça que cada decisão ao volante é importante
Larissa Martins
Basta chegar o horário de pico que o trânsito em Petrópolis se torna caótico. E, com o retorno das aulas se aproximando, a tendência é que a situação piore. Não é preciso ser um especialista para perceber que a infraestrutura da cidade não tem suportado o crescimento do número de carros circulando pelas ruas.
Dados estatísticos do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) mostram que a Frota chegou a 205,4 mil em 2025. Desde 2024, quando estava em 200,2 mil, mais de 5 mil carros passaram a transitar pela cidade. Os automóveis e as motocicletas permanecem sendo os veículos mais utilizados.
No ano passado, o Setranspetro fez um levantamento que apontou que a situação gera fortes retenções que comprometem mais de 70% dos horarios dos onibus.
Além disso, com as vias mais movimentadas cresce também o risco de acidentes, exigindo maior atenção dos motoristas e pedestres. Levantamento feito pela Sala de Trauma do Hospital Santa Teresa mostra que, somente em dezembro, houve 200 internações por acidentes em Petrópolis, sendo 162 deles cometidos no trânsito.
Especialista em segurança viária reforça que cada decisão ao volante conta e que o condutor exerce impacto não apenas sobre si mesmo, mas sobre todos que compartilham a via.
“Respeitar os limites de velocidade não é questão de multa, é questão de vida. Não dirigir após consumir álcool, mesmo em pequena quantidade, e reconhecer que o cansaço exige pausa são atitudes que salvam vidas”, afirma Luiz Gustavo Campos, diretor da Perkons e especialista em trânsito. “O trânsito pede empatia, responsabilidade e atenção, não se trata apenas de estar em movimento, mas de zelar pela convivência segura de pedestres, ciclistas, passageiros e outros motoristas”, completa.
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