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  Saúde

Nutricionista do Hospital Unimed Petrópolis fala sobre consumo de alimentos ultraprocessados na pandemia

Consumo excessivo pode ser prejudicial à saúde


 Manter uma alimentação saudável é muito importante e agora, em meio a pandemia da Covid-19, torna-se ainda mais necessário focar nesse equilíbrio. No entanto, um levantamento feito em 2020 pelo Datafolha mostra que grande parte dos brasileiros tem feito o contrário. De acordo com o estudo, homens e mulheres de 45 a 55 anos de idade estão consumindo mais alimentos ultraprocessados durante a pandemia. O período comparado foi de outubro de 2019, quando o consumo desses alimentos nessa faixa etária era de 9% e em junho de 2020, com salto para 16%.

Pensando nisso, a Unimed Petrópolis reforça nesta quarta-feira (31), no Dia Mundial da Saúde e Nutrição, a importância da adoção de bons hábitos alimentares. De acordo com a nutricionista do Hospital Unimed Petrópolis, Thaís Goulart(foto), é fundamental ter uma alimentação rica em nutrientes.

“Diante da pandemia em que estamos vivendo, e do isolamento social que estamos enfrentando, uma alimentação equilibrada é essencial para o bem-estar, e principalmente, para nosso sistema imunológico”, explica Thaís, que também fala do aumento no consumo de alimentos ultraprocessados no atual momento.

“Acredito que estado emocional, a insegurança que a população está vivendo pode levar ao maior consumo de biscoitos, chocolates e refrigerantes. A comida pode ser uma válvula de escape em situações de estresse, como essa em que estamos enfrentando”, explica a nutricionista.

Apesar de serem práticos e saborosos, os alimentos ultraprocessados podem ser prejudiciais à saúde, pois são pobres em nutrientes e ricos em gorduras saturadas. O consumo excessivo dos produtos pode resultar, por exemplo, em hipertensão e obesidade.


“Esses são produtos industrializados que possuem elevados níveis de ingredientes artificiais. Estes apresentam, em sua maioria, alta densidade energética, maior teor de açúcar, sódio e gorduras saturadas. Consumir em excesso traz muitos riscos para a saúde”, complementa Thaís.

Mudando hábitos

Entre os alimentos que integram o grupo de ultraprocessados, estão os sorvetes, balas, macarrão instantâneo e produtos congelados, como pizza e hambúrguer. Para quem possui esses hábitos de consumo, adotar uma alimentação mais saudável não é tão fácil. Mas segundo Thaís Goulart, reduzir a frequência já é uma boa mudança, podendo ser feito o consumo uma ou duas vezes na semana.

Ainda de acordo com a nutricionista, é de fundamental importância seguir a “Regra do Ouro”, como explica.

“Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, devemos seguir essa regra. Isso significa que devemos preferir os alimentos in natura ou minimamente processados a produtos ultraprocessados. Opte por água, leite ou frutas ao invés de refrigerantes; procure não substituir preparações feitas na hora (saladas, arroz, feijão e legumes), a produtos instantâneos (macarrão, pizza, hambúrguer); prefira as sobremesas caseiras do que aquelas industrializadas. Outra dica é olhar a lista de ingredientes dos produtos que se compra. Uma quantidade elevada de ingredientes (geralmente cinco ou mais), e especialmente, nomes pouco conhecidos, como: gordura vegetal hidrogenada, emulsificantes, amido, sacarose e maltodextrina, são exemplos de que o produto que você está consumindo é ultraprocessado”, finaliza a nutricionista.



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