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O “gol na casa do vizinho”: como o delay afeta quem assiste futebol em casa

VALTER CAMPANATO - AGÊNCIA BRASIL
VALTER CAMPANATO - AGÊNCIA BRASIL


Demétrio do Carmo - Especial para o Diário

O goleiro bate o tiro de meta, toca para o lateral, que avança e aciona o volante. A bola chega ao ponta pela esquerda que avança livre enquanto, em alguma casa próxima, fogos de artifício começam a estourar. Cerca de 40 segundos antes do lance terminar, o vizinho já gritou “gol” e você ainda acompanha o atacante ajeitar a bola para cobrar uma falta perigosa na entrada da área. Quem nunca passou por isso e sentiu aquela mistura de alegria e frustração por causa do inevitável “spoiler” do futebol?

O chamado “delay”, literalmente "atraso" em inglês, acontece por causa das diferentes formas de transmissão disponíveis atualmente. O tempo que a imagem leva para chegar ao telespectador varia de acordo com a tecnologia utilizada. Dependendo da plataforma, o atraso pode ser de alguns segundos ou ultrapassar um minuto, tempo suficiente para comprometer o impacto e a emoção da transmissão ao vivo.

As transmissões por TV a cabo e serviços de streaming costumam apresentar mais atraso, principalmente em razão da qualidade da conexão com a internet e do processamento feito pelas próprias plataformas. Já o sinal de TV aberta digital geralmente chega mais rápido ao público, com poucos segundos de diferença. No bom e velho rádio, a transmissão continua sendo praticamente em tempo real.

Para quem se incomoda com o problema, existem alternativas. Uma delas é o uso da antena digital, que permite acompanhar a TV aberta com o menor delay possível. A poucos dias da Copa do Mundo, a TV Globo lançou a campanha “Fique Antenado”, com o objetivo de ampliar o acesso dos brasileiros às antenas digitais, divulgar as vantagens do sinal aberto e orientar sobre a instalação dos equipamentos.

Para receber o sinal digital, é necessário ter uma antena compatível, encontrada no mercado a partir de R$ 30. Em aparelhos mais antigos, também pode ser necessário utilizar um conversor digital.

Especialistas recomendam ainda optar por serviços de transmissão de maior qualidade, manter uma conexão de internet estável e evitar a sobrecarga da rede doméstica com muitos dispositivos conectados ao mesmo tempo. Sempre que possível, o ideal é utilizar conexões cabeadas, que oferecem maior estabilidade.

o caso do streaming, mesmo com internet de boa qualidade, o atraso é praticamente inevitável. Isso porque as plataformas seguram parte do sinal para ajustar automaticamente a resolução da imagem, evitar travamentos e sincronizar milhões de usuários simultaneamente. Manter aplicativos e smart TVs atualizados também pode ajudar no desempenho e reduzir diferenças na transmissão.

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