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O que não pode faltar na mesa na Páscoa? Famílias de Petrópolis respondem

Foto: Jamis Gomes Jr.
Foto: Jamis Gomes Jr.

Jamis Gomes Jr. - especial para o Diário

Com a chegada da Páscoa, moradores de Petrópolis mantêm a tradição de colocar o peixe na mesa, mas o aumento nos preços já impacta as escolhas neste ano. Em pesquisa realizada com consumidores da cidade, a preferência por carnes mais acessíveis e práticas aparece como tendência, junto com a necessidade de adaptação ao orçamento.

A estudante de psicologia Deise Machado destaca que o peixe continua sendo indispensável no período.

“Para a mesa, com certeza, não pode faltar o peixe”, afirma. Segundo ela, as opções mais comuns são práticas e populares: “Eu gosto do filé de merluza. E a sardinha também”. Ainda assim, Deise percebe diferença no bolso. “Eu acho que esse ano está um pouquinho mais caro. No ano passado eu acho que estava melhor o preço.”

Já o vigia Antônio Carlos Miranda Júnior mostra que nem todos seguem a tradição religiosa à risca, o que amplia as opções de consumo na data.

“Como eu sou evangélico, eu não tenho essa escolha de carne, não. Para a gente, tanto faz”, explica. Mesmo assim, ele admite preferência por carnes vermelhas: “O preferível seria carne, uma picanha”. Sobre os preços, a avaliação é direta: “Muito altos”.

Entre os consumidores que mantêm o peixe como principal escolha, a busca por praticidade também pesa na decisão. A cuidadora Flávia Gonçalves conta que opta por um tipo específico para facilitar o consumo em família.

“Peixe. Tilápia. Eu gosto de comer porque não tem espinho”, diz. Segundo ela, a escolha está ligada ao hábito da família: “Os outros peixes a gente não compra, não. A gente não come mais por causa de espinho”. Assim como os demais entrevistados, Flávia também sente o impacto dos preços. “Sinceramente, esse ano está um absurdo. Muito mais altos do que o ano passado.”

Apesar das diferenças de hábito e preferência, o levantamento mostra um ponto em comum entre os petropolitanos: a tradição da Páscoa segue viva, mas cada vez mais adaptada à realidade financeira. Entre peixes populares, carnes alternativas e escolhas mais econômicas, o cardápio da data em 2026 reflete um consumidor mais cauteloso e atento ao orçamento.

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