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Obras de macrodrenagem da Bacia do Quitandinha devem começar em abril de 2027 e ficar prontas em 2029

Projeto de R$ 96,2 milhões prevê construção de sete piscinões e duas galerias para reduzir alagamentos em vias como Coronel Veiga, General Rondon e Washington Luiz

Obras de macrodrenagem da Bacia do Quitandinha devem começar em abril de 2027 e ficar
Foto: Jamis Gomes Jr / Diário de Petrópolis

Jamis Gomes Jr - estagiário

As obras do projeto de macrodrenagem da Bacia do Rio Quitandinha, considerado um dos maiores investimentos já planejados para o combate às enchentes em Petrópolis, têm previsão de começar em abril de 2027 e serem concluídas em 2029. O cronograma foi apresentado na manhã desta terça-feira (22) pelo secretário municipal de Obras, Maurício Veiga, durante reunião promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Petrópolis com empresários da cidade. O encontro contou também com a participação do prefeito Hingo Hammes.

Durante a apresentação, o secretário detalhou o andamento do projeto, aprovado em 2024 pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Seleções), do Governo Federal. O investimento previsto é de até R$ 96,2 milhões, e a licitação para contratação da empresa responsável está marcada para o dia 22 de setembro.

Antes de ser encaminhado ao PAC, o projeto foi apresentado pela Prefeitura à sociedade civil em 2024, durante uma reunião realizada na Casa dos Conselhos. Na ocasião, os estudos também ficaram disponíveis no site oficial do município para consulta pública, permitindo que moradores, entidades e demais interessados apresentassem sugestões e contribuições à proposta.

Segundo a Prefeitura, o objetivo é reduzir significativamente os alagamentos registrados em bairros como Quitandinha, Siméria, Valparaíso e Centro, especialmente nas ruas General Rondon, Coronel Veiga e Washington Luiz.

O projeto prevê a construção de sete reservatórios de amortecimento de cheias, conhecidos como piscinões, que terão capacidade conjunta para armazenar aproximadamente 68 milhões de litros de água durante períodos de chuvas intensas. A estratégia consiste em reter temporariamente o grande volume de água das precipitações, reduzindo o pico de vazão dos rios e retardando a chegada da água ao Rio Quitandinha, diminuindo o risco de transbordamentos.

Além dos reservatórios, também serão construídas duas galerias de drenagem, uma na Rua Olavo Bilac e outra na Rua Coronel Veiga, ampliando a capacidade de escoamento em pontos considerados críticos. O projeto ainda prevê intervenções em pontes sobre o Rio Quitandinha para aumentar a seção de passagem da água e melhorar a vazão do rio.

Locais dos piscinões

De acordo com a apresentação feita aos empresários, os reservatórios serão implantados em áreas estratégicas da bacia hidrográfica.

Os locais previstos são:

praça entre as avenidas Getúlio Vargas e Joaquim Rolla, no Quitandinha;

confluência das avenidas Amaral Peixoto e Getúlio Vargas;

estacionamento do Parque Cremerie, para atender à sub-bacia do Rio Moss;

Rua General Rondon, no Dr. Thouzet, para receber as águas do Rio Velho da Silva;

Rua Olavo Bilac, na Siméria, único reservatório previsto em área particular;

dois pontos no Valparaíso, nos entroncamentos da Rua Angélica Lopes de Castro com a Rua Dr. Eugênio Barcelos e da Rua Marquês do Paraná.

Segundo a Secretaria de Obras, o conjunto de intervenções atenderá uma área de aproximadamente 14,74 quilômetros quadrados, abrangendo toda a Bacia do Rio Quitandinha e parte da Bacia do Rio Palatinato.

Empresários tiraram dúvidas

A reunião foi organizada pela CDL para apresentar aos empresários detalhes técnicos da obra, esclarecer dúvidas sobre o cronograma e os impactos que poderão ocorrer durante a execução dos serviços.

Durante o encontro, Maurício Veiga explicou que a expectativa é concluir o processo licitatório ainda este ano para que a ordem de serviço seja emitida em 2027. O prefeito Hingo Hammes também participou da reunião e destacou a importância da obra para a redução dos impactos provocados pelas enchentes que atingem a cidade há décadas.

Com previsão de conclusão em 2029, o projeto é apontado pela administração municipal como uma das principais intervenções estruturais voltadas ao enfrentamento dos alagamentos na região central e em bairros cortados pelo Rio Quitandinha.

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