Em uma semana, ao menos cinco ocorrências foram registradas
Desde semana passada, Petrópolis tem registrado cinco furtos a estabelecimentos comerciais. As ocorrências mais recentes foram registradas na nessa quinta-feira (19), quando policiais militares do 26º Batalhão de Polícia Militar prenderam um homem de 29 anos em flagrante por furto a estabelecimento comercial, no centro.
A ação teve início após uma denúncia sobre um furto ocorrido em uma loja de roupas na Rua Teresa. Com base nas características do suspeito, as equipes o encontraram ainda próximo al local.
Durante a abordagem, foram encontrados com o suspeito os produtos furtados, sendo o crime confirmado após reconhecimento e confissão. O suspeito foi conduzido à 105ª Delegacia de Polícia, onde permaneceu preso em flagrante à disposição da Justiça.
“A Polícia Militar, através do 26° BPM, está intensificando o policiamento ostensivo na região, assim como as abordagens e revistas. Havendo flagrante delito, os envolvidos serão presos”, informou ao Diário.
Mochila furtada
Também nesta quinta-feira, uma mochila foi furtada em uma unidade de tratamento de câncer, na Rua Monsenhor Bacelar, no centro. Um notebook, documentos e um carregador de celular foram levados por um homem, que pegou o equipamento de dentro de um carro. A ação foi flagrada por câmeras de segurança.
Unimed Petrópolis
A unidade administrativa da Unimed, localizada na Avenida Dom Pedro I, também foi alvo de uma invasão por volta das 6h30 de quarta-feira (18). De acordo com imagens do circuito interno de monitoramento, uma mulher forçou um dos portões de entrada e uma das portarias de acesso ao prédio, subtraindo um aparelho celular utilizado pelo setor comercial.
Após o ocorrido, a cooperativa tomou conhecimento de que o aparelho vem sendo utilizado para o envio de mensagens solicitando pagamentos via PIX.
Unimed Petrópolis esclarece que se trata de uma tentativa de golpe e reforça que não realiza solicitações de pagamento por meio desse tipo de abordagem. A orientação é para que clientes e parceiros desconsiderem qualquer mensagem com esse teor e, em caso de dúvida, entrem em contato pelos canais oficiais da operadora”, informou.
O caso foi registrado na 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro, e a cooperativa ressaltou já está adotando as medidas cabíveis junto às autoridades competentes.
Estabelecimento na Rua Sá Earp
Em grupos do WhatsApp, circularam informações de que um estabelecimento, na Rua Doutor Sá Earp, foi furtado por uma mulher. A mesma, segundo testemunhas, já havia passado em outra unidade da mesma empresa. Um notebook foi levado pela suspeita.
Loja de trança no Centro
Na madrugada terça-feira (17), por volta das 03h, policiais militares do 26º BPM foram acionados para verificar uma ocorrência na Rua Visconde do Bom Retiro, no centro.
A loja que vendia tranças teve sua porta de vidro estourada por uma mulher com um alicate. Após arrombar a entrada, a suspeita pegou uma televisão e outros equipamentos. O prejuízo financeiro ainda não foi calculado.
As equipes realizaram diligências e levantaram informações por meio de imagens de monitoramento. Dois suspeitos, que fugiram após o crime, foram identificados. Uma terceira pessoa que também estava junto foi localizada e encaminhada à 105ª DP, sendo ouvida como testemunha e liberada. A perícia foi acionada e as investigações seguem a cargo da 105ª DP.
Farmácia no Alto da Serra
No domingo (15), uma farmácia foi furtada, no Alto da Serra. As câmeras do estabelecimento flagraram dois suspeitos, um homem e uma mulher, entrando no local e jogando alguns desodorantes dentro de uma sacola. A ação durou menos de um minuto.
Segundo testemunhas, que preferiram não se identificar, já houve casos semelhantes, e a segurança será reforçada no local. A polícia não foi acionada.
Loja na Rua Teresa
Outro caso parecido ocorreu no dia 12, por volta da meia-noite, na Rua Teresa, em um importante polo comercial de Petrópolis. Segundo informações da Polícia Militar, a tentativa de furto a um estabelecimento comercial foi frustrada pelos agentes.
As equipes realizavam patrulhamento de rotina na região quando foram alertadas por uma testemunha que passava pelo local, informando que um indivíduo estaria tentando arrombar a porta de uma loja. Ao perceber a aproximação das viaturas, o suspeito interrompeu a ação e tentou disfarçar a situação.
Durante a abordagem e buscas no local, os policiais localizaram uma chave de fenda com o cabo quebrado, além de sinais de arrombamento em uma das fechaduras do estabelecimento. Imagens do sistema de câmeras do comércio confirmaram a tentativa de invasão.
O suspeito, um homem de 46 anos com diversas passagens pela polícia por crimes como roubo, furto e homicídio, foi preso em flagrante por tentativa de furto.
Ele foi conduzido à 105ª Delegacia de Polícia, onde permaneceu preso à disposição da Justiça. Uma mulher que estava com ele foi ouvida e liberada pela autoridade policial.
Legislação
O crime de furto está previsto no artigo 155 do Código Penal e ocorre quando alguém resolve subtrair, para si ou para outrem, qualquer coisa móvel que seja de outra pessoa.
Muitas pessoas confundem com o crime de roubo, mas, apesar de serem “irmãos”, o roubo é praticado através da violência ou da grave ameaça.
De acordo com Carlos Fernando Maggiolo, advogado criminalista e professor de Direito Penal, no furto não existem esses elementos. A vítima sequer é constrangida, ou muitas vezes nem está presente, como na maioria nos casos registrados na cidade recentemente.
“A pena para o crime de furto varia de um a quatro anos, de reclusão. São vários os casos de aumento de pena. Se o delito é praticado durante a noite já é suficiente para aumentar a pena. Se há mais de um criminoso furtando, também é agravada a situação dos bandidos. Quando a conduta é praticada com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa (arrombamento), o agente também tem a pena aumentada. Esses seriam os casos mais importantes, hipóteses que os meliantes respondem por reclusão, de quatro a dez anos”, explica o especialista.
No entanto, segundo o advogado, nem sempre a legislação é rigorosa.
“A penalidade fica só no papel. A política pública adotada pelo governo e pelo Judiciário é perversa. Visando o desencarceramento, a recomendação é de que o juiz não determine a prisão de nenhum cidadão que tenha cometido qualquer que seja o delito, cuja pena não ultrapasse quatro anos de prisão, e que não tenha ocorrido violência ou grave ameaça à pessoa. Isso implica dizer que, mesmo preso em flagrante furtando, o elemento sai pela porta da frente da delegacia ou da sala da audiência de custódia. Um absurdo! Mesmo diante dessa violência que vivemos, o governo segue adotando uma política pública nefasta como essa”, lamenta Carlos.
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