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Pagamento de julho do INSS começará no dia 27; Petrópolis tem 59 mil beneficiários

Pagamento de julho do INSS começará no dia 27; Petrópolis tem 59 mil beneficiários
Foto: Arquivo

Larissa Martins

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciará o pagamento de benefícios e auxílios referentes ao mês de julho no dia 27. Em Petrópolis 59 mil benefícios são mantidos pelo Instituto. Para verificar a data de pagamento, o cidadão deve checar o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador que aparece depois do traço. Por exemplo, se o número do benefício for 0108-4, o dígito final a ser considerado é o 8. O depósito encerra com os finais 0 para quem recebe um salário mínimo e 5 e 0 para quem recebe mais.

Seguem abaixo todas as datas:

Calendário para quem ganha até 1 salário-mínimo:

FINAL 1           27 de julho

FINAL 2           28 de julho

FINAL 3           29 de julho

FINAL 4           30 de julho

FINAL 5           31 de julho

FINAL 6           3 de agosto

FINAL 7           4 de agosto

FINAL 8           5 de agosto

FINAL 9           6 de agosto

FINAL 0           7 de agosto

Calendário para quem ganha acima de 1 salário-mínimo:

FINAL 1 E 6     3 de agosto

FINAL 2 E 7     4 de agosto

FINAL 3 E 8      5 de agosto

FINAL 4 E 9     6 de agosto

FINAL 5 E 0     7 de agosto

Consulta

Para consultar o número do cartão do benefício, acesse o site ou aplicativo Meu INSS, e clique no serviço “extrato de pagamento”. Também é possível obter a informação pelo telefone 135, que funciona de segunda à sábado, das 7h até as 22h.

Meu benefício foi negado pelo INSS. Vale a pena recorrer?

Para quem ainda está tentando receber algum benefício do INSS, ter uma negativa não significa, necessariamente, o fim do processo. Dados da Transparência Previdenciária do INSS mostram que quase quatro em cada dez pedidos de benefícios analisados em 2025 foram indeferidos. Em muitos casos, porém, a decisão pode ser revista por meio de recurso administrativo ou ação judicial, desde que o segurado consiga demonstrar que atende aos requisitos previstos na legislação.

“Cada negativa do INSS tem um fundamento diferente. Há situações em que basta complementar a documentação, outras exigem a correção de informações cadastrais e há casos em que a discussão envolve a própria interpretação da legislação. Identificar a origem do problema é o que define o caminho mais adequado para buscar a revisão da decisão”, afirma Thaís Bertuol Xavier, advogada e consultora jurídica do Previdenciarista, plataforma jurídica especializada em Direito Previdenciário.

O que fazer quando o INSS nega um benefício?

O primeiro passo é entender o motivo da negativa. A carta de decisão emitida pelo INSS informa quais requisitos não foram considerados atendidos e serve como ponto de partida para definir a melhor estratégia.

Antes de tomar qualquer decisão, vale verificar:

qual foi o motivo informado pelo INSS;

se há erro nas informações analisadas;

se existe necessidade de complementar documentos ou corrigir dados do cadastro;

qual é a alternativa mais adequada para o caso: recurso administrativo ou ação judicial.

Essa análise evita recursos desnecessários e aumenta as chances de uma solução mais rápida.

Vale a pena recorrer da decisão do INSS?

Em muitos casos, sim. Quando a negativa decorre de erro na análise, documentação incompleta ou informações que podem ser complementadas, o recurso administrativo pode ser suficiente para reverter a decisão. Já em situações mais complexas, como divergências na interpretação da legislação ou necessidade de produção de novas provas, pode ser mais adequado buscar a via judicial.

A escolha depende das características de cada pedido e dos fundamentos apresentados pelo INSS.

Quais negativas do INSS costumam ser revertidas?

Não existe uma regra única, mas alguns tipos de negativa aparecem com frequência em recursos que acabam sendo revistos. Entre elas estão:

inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS);

períodos de contribuição que não foram considerados;

documentos apresentados após o primeiro pedido;

negativas relacionadas à perícia médica, quando há novos elementos para análise;

interpretações equivocadas sobre o cumprimento dos requisitos legais.

Quais documentos aumentam as chances de aprovação do recurso?

A documentação varia conforme o benefício solicitado, mas apresentar provas completas e organizadas costuma fazer diferença na análise. Entre os documentos mais importantes estão:

documentos pessoais atualizados;

carteira de trabalho e comprovantes de vínculos empregatícios;

extrato do CNIS;

laudos, exames e atestados médicos, quando aplicáveis;

PPP e laudos técnicos das empresas em que trabalhou com exposição nociva, quando aplicáveis

comprovantes de contribuições e outros documentos relacionados ao benefício solicitado.

“A qualidade das informações apresentadas influencia diretamente na análise do pedido. Muitas negativas podem ser revertidas quando o recurso demonstra, de forma clara e documentada, que o segurado atende aos requisitos previstos na legislação”, finaliza a advogada.

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