Turp realiza pagamentos e convoca volta às atividades
Na manhã dessa quarta-feira (22), os passageiros que dependem dos ônibus da empresa Turp foram pegos de surpresa com a paralisação dos rodoviários sem aviso prévio. A decisão foi tomada em meio às denúncias de atraso de salários e benefícios, que deveriam ter sido efetuados até o dia 20, conforme prevê o acordo coletivo da categoria. Às 22h30, a empresa emitiu nota dizendo que a operação estava sendo reestabelecida de forma gradual: " A Turp Transporte informa que, na noite desta quarta-feira (22), à medida que os rodoviários retornam aos seus respechtivos postos de trabalho, a operadora está restabelecendo de forma gradual a operação dos ônibus. A Turp Transporte realizou o pagamento integral dos salários e benefícios dos rodoviários, além de receber, de forma individual, as demandas dos colaboradores, para análises e ajustes".
Localidades sem transporte
Durante todo o dia moradores de diversas localidades ficaram sem transportes e precisaram buscar alternativas para chegarem aos compromissos. Foram 93 linhas e centenas de usuários afetados. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram os terminais rodoviários vazios.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis (Sind. Rodoviários) informou que, a fim de entender a situação, parte da diretoria foi ao encontro dos trabalhadores de manhã.
Por volta de 7h50, a Prefeitura de Petrópolis emitiu uma nota sobre a paralisação informando sobre a falta de comunicação prévia e pegando toda a população de surpresa.
“Mesmo com o aumento da tarifa, conquistado na justiça pela empresa, a Turp segue sem cumprir os compromissos com os trabalhadores, prejudicando centenas de petropolitanos na manhã dessa quarta-feira (22). A CPTrans está em contato com a empresa para que serviço volte a operar normalmente no menor tempo possível e os ônibus voltem a fazer as linhas. A Prefeitura segue cobrando que a empresa cumpra as obrigações com rodoviários e também realize melhorias nos veículos, bem como a questão do cumprimento das rotas e horários”, disse a Prefeitura.
Até o fim da tarde, os rodoviários ainda não haviam retomado as atividades.
“O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis (Sind. Rodoviários) informa que não houve negociação entre os trabalhadores rodoviários da empresa Turp e a empresa, de modo que a paralisação continua, sem prazo para o retorno das atividades”, divulgou em nota às 17h30.
Questionado pelo Diário, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) não se posicionou sobre a situação.
Por volta de 18h42, a Turp informou que os pagamentos relacionados ao Vale-Alimentação e Adiantamento salarial, foram realizados em sua totalidade, durante a tarde.
“A empresa solicita o retorno imediato dos trabalhadores aos seus devidos postos de trabalho, garantindo a mobilidade da população, através do serviço de transporte público, essencial para a sociedade. A empresa ainda destaca, que teve acesso às demandas individuais dos trabalhadores e vai atuar para analisar cada uma das reivindicações. Porém, neste momento, apela à coletividade e ao retorno imediato dos serviços, já que os salários estão absolutamente em dia”, informou.
A história se repete
Não é novidade que paralisações sejam promovidas pelos rodoviários que atuam na empresa de ônibus. No dia 9 de abril, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis (Sind. Rodoviários) suspendeu o início de uma greve que estava prevista para começar no dia 10, também pela falta de pagamento, após a confirmação por parte da diretoria da empresa, bem como pela presidência da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), que todos os pagamentos haviam sido agendados.
"A paralisação havia sido motivada por constantes atrasos salariais, situação que vinha sendo denunciada pela entidade e que levou à aprovação do estado de greve como forma de pressão legítima", disse, na ocasião, o sindicato.
Ano anterior
Em julho de 2025, em menos de um mês, funcionários da empresa Turp realizaram três paralisações. Os protestos também ocorreram em razão da falta de pagamento do adiantamento salarial. A primeira paralisação dos serviços ocorreu no dia 26 de junho, quando a reivindicação era falta de pagamento dos salários e vales aos colaboradores. O retorno das atividades ocorreu após os pagamentos referentes ao adiantamento salarial do mês de junho terem sido concluídos de forma integral. Em junho e setembro a situação se repetiu.
Veja também: