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Peixes mais baratos dominam feira de Petrópolis na Páscoa e garantem tradição na mesa

Foto: Jamis Gomes Jr.
Foto: Jamis Gomes Jr.

Jamis Gomes Jr. - especial para o Diário

Com a proximidade da Páscoa, a tradicional feira de pescados da Rua Souza Franco, mais conhecida como “Rua da Feira”, no Centro de Petrópolis, ganha movimento intenso e revela um padrão que se repete ano após ano: a preferência dos consumidores por peixes mais acessíveis.

Entre os feirantes, o consenso é claro, a sardinha segue como a grande protagonista da Semana Santa. A fornecedora Aparecida, que trabalha há duas décadas no local, destaca a força do produto entre diferentes públicos.

“Sardinha é o peixe que todo mundo come, rico e pobre. É o que mais vende. Eu mesma comprei 40 caixas e já está acabando”, conta.

Ao lado do filho, Márcio, que também atua na feira, ela explica que, além do preço, a versatilidade do alimento ajuda a manter a alta procura.

“O pessoal procura muito também o filé, pela praticidade, porque já vem limpo. Mas o campeão de venda continua sendo a sardinha”, afirma.

Outros peixes tradicionais também aparecem entre os mais vendidos, especialmente para preparos específicos. A corvina, por exemplo, é bastante procurada para assados.

“Para assar, o que mais sai é a corvina. Já para fritar ou fazer em posta, ela também é muito usada”, explica Aparecida.

Segundo os feirantes, o perfil do consumidor da feira influencia diretamente nas escolhas. Espécies mais caras acabam tendo pouca saída.

“Peixes como robalo, namorado, dourado e salmão são mais caros e não têm tanta procura aqui. A feira é um comércio mais popular, então a gente trabalha com o que realmente vende”, destaca Márcio.

Ele ainda ressalta que, mesmo com variações de preço e oferta ao longo dos anos, a Páscoa continua sendo um período em que é possível encontrar opções acessíveis.

“Um quilo de sardinha ou de cavalinha chega a custar cerca de 15 reais. É uma proteína barata e que rende bastante. Dá para todo mundo comer peixe na Semana Santa”, diz.

Outro feirante ouvido pela reportagem, Henrique, que atua há 27 anos no ramo, confirma a tendência de consumo mais voltado ao custo-benefício.

“Os peixes mais vendidos são corvina, cavalinha, sardinha, filé de merluza e camarão. Mas os mais baratos, como sardinha e cavalinha, são os que o pessoal mais procura”, afirma.

Apesar disso, ele aponta que alguns produtos intermediários também têm boa saída.

“O pessoal compra bastante corvina e tilápia. Mas o que todo mundo gosta mesmo é sardinha, cavalinha e camarão”, completa.

Com variedade de opções e preços mais acessíveis em relação a outros tipos de carne, a feira de pescados segue como destino certo para os petropolitanos na Semana Santa, mantendo viva uma tradição que mistura economia, cultura e hábitos familiares.

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