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  Geral

Período de estiagem aumenta registro de incêndios florestais em Petrópolis


 

Wesley Fernandes - especial para o Diário

Petrópolis vive um dos períodos mais caóticos em relação à expansão de incêndios florestais, uma vez que o segundo semestre do ano é caracterizado pelo período de estiagem. As ocorrências se devem a uma conjunção de fatores ambientais, com destaque para as temperaturas médias e a baixa umidade do ar, provocando vegetação muito seca com a propagação rápida de focos de incêndio e grandes incêndios florestais. No entanto, na Cidade Imperial, esses registros estão associados principalmente à ação humana, seja de forma intencional ou por negligência.

Segundo balanço feito pelos bombeiros, Petrópolis teve 168 focos ativos de incêndio nos sete primeiros meses do ano. Nos últimos sete dias, o 15º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) obteve o preocupante número de 31 chamados para controlar incêndios em toda a cidade. A região mais atingida foi o distrito da Posse, onde foram registrados focos de incêndio na Estrada União e Indústria (Morro do Xingu e Taquaril) e na Estrada Silveira da Motta, entre segunda-feira (19) e quinta-feira (22), respectivamente.

Na Comunidade do Fragoso, na Estrada da Saudade, as chamas também causaram estragos. A queda de uma balão na noite de sábado (17) consumiu mais de 8 mil metros quadrados de vegetação. Nesta ocorrência, os bombeiros atuaram durante quatro horas, finalizando os trabalhos já na madrugada de domingo (18).

Para a tenente-coronel Elisangela Francisca, comandante do 15° GBM, o segundo semestre é caracterizado por “um período de estiagem, de ausência de precipitação. Isso representa uma situação desfavorável e que aumenta os riscos de incêndios nas nossas florestas”.O monitoramento das queimadas é realizado pelo Corpo de Bombeiros. "O monitoramento é realizado pelo quartel da Avenida Barão do Rio Branco e nas regiões mais afastadas do Centro, como a Posse, por exemplo, pelo destacamento localizado em Itaipava", frisou a comandante.

As ocorrências também são acompanhadas pela Secretaria Municipal de Defesa Civil e Ações Voluntárias, que vem trabalhando para o enfrentamento do período de estiagem em Petrópolis. Desde então, a pasta adquiriu material de combate aos incêndios florestais, como bombas costais e um kit para uma pick-up, além de distribuir umacartilha virtual com dicas de prevenção para a rede municipal de Educação e para os Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs)."Cada vez mais vamos trabalhar integrados e em conjunto. Os incêndios florestais causam uma série de impactos à cidade, além de agravos ao meio ambiente e à saúde da população", destacou o secretário de Defesa Civil, tenente-coronel Gil Kempers.

O tenente-coronel, que também já esteve à frente 15º GBM, lembra também a importância da população contribuir para que os incêndios não ocorram. “Cabe salientar que grande parte dos incêndios florestais são causados por ação humana. A maior parte das queimadas tem como origem a limpeza de terrenos ou queima de lixo. Infelizmente, ainda temos também pessoas que insistem em soltar balões, uma prática que há muito tempo é considerada crime. É muito importante que a população ajude a evitar essas práticas”, ressaltou.

População não deve intervir, mas pode denunciar

Ainda que comunidades fiquem no entorno de áreas atingidas pelo fogo, a orientação do Corpo de Bombeiros é para que a população não tente controlar os incêndios, já que não são treinadas para esse fim. Apesar disso, é comum ver moradores com baldes de água ou sem portar equipamentos de segurança assumindo o risco e tentando apagar as chamas.

"As vezes os moradores focam em combater as chamas por conta própria e acabam se esquecendo de acionar os bombeiros. A orientação é para que isso não ocorra. Antes de qualquer coisa, é preciso que sejamos acionados pelo 193 e que a população não tente controlar os incêndios", frisou a tenente-coronel Elisangela.

Cabe destacar que provocar incêndio em mata ou floresta é um crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, com pena de dois a quatro anos. Para denunciar, a população pode entrar em contato com o Linha Verde, através dos telefones: 0300 253 1177 (para o interior, a custo de ligação local), 2253 1177 (para a capital), ou por meio do aplicativo para celulares “Disque Denúncia RJ”.

Em casos de emergência, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

Perigo de balões

Quem vê balões voando pelo céu nem sempre conhece os riscos que carregam e as tragédias que podem causar. Diante disso, o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro faz um alerta sobre os perigos dessa prática. Por serem feitos da combinação de estopa com materiais inflamáveis (parafina e querosene ou álcool) aquecidos em seu interior - independente do tamanho - os balões entram em correntes de ar e são levados para locais imprevisíveis, impossíveis de monitorar.

Dependendo de onde caiam causam danos irreparáveis, ferindo pessoas, atingindo redes elétricas, causando explosões e incendiando matas. Os balões também oferecem riscos à aviação. Mesmo os pequenos podem provocar acidentes em contato com as turbinas dos aviões próximos ao pouso ou decolagem.


 

 



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