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  Cidade

Petrópolis contará com coleta de DNA em campanha nacional

Cidade será sede da Região Serrana em mobilização que coleta material genético de parentes de desaparecidos

Wellington Daniel

 

Entre os dias 14 e 18 de junho, o Ministério da Justiça promove em todo o país uma campanha de coleta de DNA de pessoas desaparecidas. No Estado do Rio de Janeiro, a ação conta o apoio da Secretaria de Polícia Civil (Sepol), com 13 postos espalhados pelo território fluminense, dentre eles, Petrópolis.

Na cidade, a coleta de material genético de familiares e desaparecidos ocorrerá no posto regional de Polícia Técnico-Científica, conhecido como IML. Os dados serão colocados em um banco nacional, que faz o cruzamento entre o DNA coletado e de pessoas encontradas.

“É uma semana de campanha, mas não quer dizer que funcionará só nesta semana. Será uma semana de muita visualização desse projeto”, explicou a coordenadora regional de Polícia Técnico-Científica, Mary Laura Villar.

Além de moradores da cidade, o posto de Petrópolis também atenderá a municípios vizinhos. A Cidade Imperial foi escolhida pela fácil localização e também por ser sede da coordenadoria. “Os atores relacionados a essa campanha são as delegacias, no caso da nossa região, vai cobrir a 105ª e a 106ª e também seremos sede de outras localidades, como Paraíba do Sul, Três Rios e Sapucaia”, explicou a coordenadora.

 

Como funciona

A coleta de material é melhor em parentes diretos, de primeiro grau, como pai, mãe, filhos e irmãos. Se a pessoa desapareceu há pouco tempo, também é possível utilizar objetos como escova de dente, escova de cabelo, aparelho ortodôntico e dente de leite do próprio desaparecido.

Todo o material é arquivado em um banco de dados nacional e analisado por peritos. Caso haja compatibilidade entre os dados e a pessoa esteja viva, a família será informada sobre a localização. Se o desaparecido foi encontrado morto, o IML entrará em contato para realizar os procedimentos legais.

 

Desaparecimentos

Em Petrópolis, o número de desaparecidos vem caindo nos últimos anos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Em abril, por exemplo, não houve registros. Já no primeiro quadrimestre, foram sete casos. De acordo com o delegado da 106ª Delegacia de Polícia, Ney Loureiro, os números podem ter diferença em relação a outros períodos pela pandemia, já que as pessoas saem menos de casa, e também por uma falta de mudança do registro.

“Antigamente, o registro era feito de desaparecimento e, mesmo se a pessoa fosse encontrada, aquele registro não era mudado o título. Se a delegacia não foi cuidadosa de mudar aquele título de desaparecimento para encontro de desaparecido, mesmo que a pessoa tenha sido encontrada, esse número absoluto vai constar o desaparecimento”, explicou.

Ainda assim, na 7ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), da qual Petrópolis faz parte de acordo com o ISP, os números ainda são grandes. Foram 114 pessoas desaparecidas em todo o ano de 2020. No primeiro quadrimestre deste ano, 44 ocorrências do tipo foram registradas. Além da cidade, a região abrange municípios como Teresópolis, Nova Friburgo, Areal, Três Rios, dentre outros.

A coordenadora regional de Polícia Técnico-Científico e o delegado lembram de a importância de familiares procurarem ajuda policial logo após perceber o desaparecimento. Não é necessário esperar 24 ou 48 horas como muitos ainda acreditam. “Hoje, a necessidade de velocidade da investigação é importante quando os casos são relacionados a crime”, explicou o delegado.

Ao procurar a Delegacia, a família receberá orientação. Também é importante que seja levado até os policiais o maior número de dados possíveis e uma fotografia sobre o desaparecido. Os familiares podem relatar, por exemplo, os lugares frequentados, relacionamentos, amizades e outros detalhes que são necessários para a investigação.

 “Quanto mais cedo esse fato for comunicado a Delegacia, mais importante é. Poderemos orientar a família”, complementou o titular da 106ª DP.



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