Mesmo com saldo positivo, Petrópolis registra pior julho desde 2020
Emanuelle Loli - estagiária
A criação de empregos formais caiu em julho. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, na quarta-feira (27/08), 13 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
A criação de empregos caiu em mais de 90% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram criados 147 postos de trabalho. Em relação aos meses de julho, o volume foi o menor desde 2020, quando o mundo vivia a pandemia de Covid-19 e o mercado de trabalho estava em crise. Na época, o município registrou perda de 190 vagas de emprego. A comparação considera a metodologia atual do Caged, que começou em 2020.
O resultado de julho deste ano no município foi alcançado a partir de 2.623 contratações e 2.610 demissões. Com isso, Petrópolis fechou os sete primeiros meses de 2025 com 70.362 pessoas trabalhando com carteira assinada em Petrópolis.
Nesse período, foram abertas 503 vagas. Esse resultado é 38,4% mais baixo que a mesma época do ano passado. O período tinha registrado 1.311 vagas de emprego formal abertas na cidade. A comparação considera os dados com ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Apesar do número de empregos gerados ter diminuído, o saldo dos últimos 12 meses é positivo, com 753 vagas geradas.
Setores
Em julho, o setor dos serviços foi o que mais gerou empregos formais em Petrópolis, com a criação de 118 vagas. O outro setor que também fechou o mês com saldo positivo foi o da indústria, com 14 novas vagas. A agropecuária terminou julho com saldo nulo, sem gerar ou perder postos de trabalho. Já os setores da construção civil e comércio fecharam o mês com saldo negativo de 69 e 50 vagas, respectivamente..
Considerando todos os meses do ano, apenas dois dos cinco setores registraram saldo positivo na geração de empregos: serviços (560) e indústria (358).
Detalhes
Em julho, o mercado de trabalho petropolitano absorveu mais mulheres (34). A faixa etária com mais contratados foi de 18 a 24 anos (100). Das pessoas que perderam seus empregos, a faixa etária com maior incidência foi a de 50 a 64 anos (-79). A maior parte das pessoas que conseguiram emprego tinha ensino médio completo (123).
Brasil
Em todo o país, o número de postos de trabalho com carteira assinada em julho também caiu. Foram 129.775 abertos no último mês, uma diminuição em 32,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram criados 191.373 postos de trabalho. Em relação aos meses de julho, o volume foi o menor desde 2020, quando foram abertas 108.476 vagas.
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a redução das atividades das empresas com a elevada taxa de juros, têm afetado a geração de vagas formais no país.
“O tarifaço é um problema, mas a política de juros também é um problema. Precisamos da redução de juros urgentemente, para atividade econômica se manter. O tarifaço é uma questão a ser enfrentada, e está sendo enfrentada, mas o problema dos juros também precisa ser enfrentado”, afirmou.
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