Não há casos suspeitos no município, afirma Secretaria Municipal de Saúde
Larissa Martins
Após o Governo do Estado do Rio de Janeiro emitir, na última quarta-feira (1), alerta aos 92 municípios do estado sobre intoxicação por metanol, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, expediu ofício à Secretaria Municipal de Saúde requisitando informações sobre as estratégias do município para o eventual diagnóstico e tratamento de pacientes. Nenhum caso foi notificado no município até o momento.
A iniciativa considera as notícias recentes sobre danos graves à saúde de pessoas que consumiram bebidas alcoólicas contaminadas pela substância em diferentes estados. Ela é altamente tóxica e de consumo potencialmente letal. Os sinais de intoxicação podem surgir num intervalo de 12 a 24 horas após a ingestão.
Dados deste domingo (05) do Ministério da Saúde apontam 225 casos entre investigados e confirmados. As informações são enviadas pelos estados e consolidadas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).
O MPRJ também leva em consideração a Nota Técnica nº 3/2025, da Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON), que alerta para o grave risco sanitário coletivo decorrente da adulteração de bebidas alcoólicas com metanol. O documento estabelece orientações específicas quanto à aquisição, recebimento, armazenamento, detecção de sinais de adulteração e comunicação imediata às autoridades competentes.
Cuidados
Questionada pelo Diário, a Secretaria Municipal de Saúde informou que as equipes das unidades de urgência e emergência estão seguindo os protocolos e o fluxo de atendimento, passados pela Secretária de Estado de Saúde e o Ministério da Saúde para o caso de receber algum paciente com sintomas suspeitos.
O Fluxograma assistencial do Ministério da Saúde orienta sinais e sintomas sugestivos, exames laboratoriais, critérios diagnósticos, terapêutico e apoio assistencial através dos CIATOX (Centro de Informação e Assistência Toxicológica).
Segundo o documento, durante a abordagem inicial, os profissionais de saúde devem monitorar os sinais vitais do paciente; medir a glicemia capilar; hidratar suficiente para diurese de 1 a 2 mL/kg/h; realizar o Eletrocardiograma (ECG) a cada 8h para pacientes estáveis, e conforme gravidade; realizar a avaliação neurológica e oftalmológica; e notificar o caso imediatamente.
Além disso, a descontaminação gástrica e uso do carvão ativado estão contraindicados.
“É essencial que os profissionais de saúde estejam atentos para a possibilidade de intoxicação. Sintomas compatíveis de embriaguez acompanhado de desconforto gástrico ou quadro de gastrite, manifestações visuais, incluindo visão turva, borrada, ou alterações na acuidade visual devem ser investigadas com rapidez. É importante que a população procure atendimento médico e não tente tratar estes sintomas em casa”, orienta a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Atenção ao rótulo!
O metanol pode estar presente em produtos como combustíveis, solventes e líquidos de limpeza e é usado na adulteração de bebidas alcoólicas produzidas de forma clandestinas.
Segundo o Governo do Estado, é importante observar atentamente os rótulos das bebidas compradas, que devem estar íntegros. Os lacres e tampas não podem ter sido violados. Para comerciantes de bebidas, a orientação é não comprar bebidas sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária, ou sem rótulo, lacre e selo fiscal (selo do IPI).
Na dúvida, basta consultar o CNPJ do distribuidor/fabricante para verificar se são de empresas ativas ou inaptas. É importante reforçar a atenção na procedência dos produtos adquiridos.
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