Demétrio do Carmo - Especial para o Diário
Petrópolis já recebeu, em apenas 18 dias de setembro, mais que o dobro da quantidade de chuva normalmente esperada para todo o mês. Segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), divulgados pelo Climatempo, o município acumulou 211 milímetros de chuva até 18 de setembro. O volume representa 232% da média de setembro, estimada em 91 milímetros.
O volume de chuva foi crescendo de forma significativa durante a primeira quinzena. Até 10 de setembro, Petrópolis havia acumulado 102 milímetros, já acima da média mensal. No dia 12, o acumulado chegou a 137 milímetros, equivalente a 151% da média. Em 14 de setembro, eram 166 milímetros, ou 182% do esperado para todo o mês.
O cenário confirma a previsão feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para setembro. O instituto havia indicado, no prognóstico climático mensal, tendência de chuvas acima da média em áreas do Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro.
A sequência de chuvas também levou o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) a elevar o nível de atenção para Petrópolis.
No dia 9 de setembro, o órgão classificou como alta a possibilidade de eventos hidrológicos na Região Geográfica Intermediária de Petrópolis. A previsão indicava pancadas de intensidade moderada a forte, com possibilidade de acumulados superiores a 50 milímetros em 24 horas. Segundo o CEMADEN, os volumes poderiam provocar extravasamento de córregos, enxurradas e alagamentos urbanos.
Em 14 de setembro, a avaliação de risco hidrológico voltou a ser classificada como alta para Petrópolis. O CEMADEN considerou a previsão de chuva persistente, a continuidade das precipitações, os acumulados já registrados e a concentração de umidade no solo. O cenário poderia agravar as condições dos rios e favorecer o extravasamento de córregos e alagamentos.
Cenário atual é mais tranquilo
Apesar do elevado acumulado de setembro, a situação meteorológica e de risco mudou nos últimos dias. No boletim mais recente do CEMADEN, referente a 19 de setembro, Petrópolis não aparece entre as regiões com risco significativo de eventos hidrológicos ou movimentos de massa. A avaliação considera a previsão meteorológica, os níveis dos rios e a umidade do solo dos últimos dias.
Veja também: