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Petrópolis registra seis casos de meningite em 2025

Foto: istock
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Darques Júnior - Estagiário

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha alterado para 05 de outubro, a “antiga” data do Dia Mundial do Combate à Meningite, celebrado nessa sexta-feira (24), ainda é considerado um dia estratégico para a conscientização e o combate da doença aqui no Brasil.

Segundo a OMS, a alteração da data, em 2022, ocorreu com o intuito de evitar conflitos de datas com outras campanhas de saúde e visou o aumento de adesão a campanhas ao redor do mundo, além de estipular a meta de as meningites bacterianas até 2030.

Dados relacionados a casos confirmados e notificados no DATA-SUS, apontam que, somente no ano passado, seis casos com o primeiro sintoma apresentado foram registrados em Petrópolis. Os dados do Painel Epidemiológico ainda apontam que houve 28 casos notificados, havendo apenas um caso inconclusivo.

Neste ano, o município já contabilizou dois casos de meningite bacteriana, dos 10 casos notificados, até momento, bem como sete casos ainda seguem sob investigação.

No perfil demográfico das pessoas atingidas pela meningite em Petrópolis, todos os casos foram notificados em mulheres, dentre as faixas etárias de 40 a 49 anos e 50 a 59 anos. Apesar disso, a taxa de mortalidade da doença segue zerada desde o ano de 2024, sendo de 0,70 o coeficiente de mortalidade da meningite.

No estado, das 434 notificações, 165 casos de meningite foram confirmados, sendo 38% de confirmação de contaminação da doença e registrando sua maior queda em comparação ao ano anterior, de 1.062 casos confirmados em 2.347 notificações.

O perfil demográfico do estado já apresenta maioria dos homens, sendo de 55% em comparação aos 45% das mulheres atingidas pela doença, sendo as mais afetadas, pessoas entre 30 e 39 anos. Ainda é apontado que no estado do Rio de Janeiro segue com a segunda menor taxa de incidência por estado, sendo de 0,96 por 100 mil habitantes.

Segundo o Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e, em alguns casos, evolui rapidamente, colocando a vida em risco.

A doença também pode ocorrer por condições não infecciosas, como doenças inflamatórias, traumas ou reações a medicamentos. No Brasil, o Ministério da Saúde categoriza a meningite como uma doença endêmica, ou seja, que ocorre com frequência, sendo comuns nos períodos de outono e inverno, como as meningites bacterianas, e primavera e verão as meningites virais.

Os sintomas podem variar, de acordo com o agente causador, sendo os mais frequentes: Febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz.

O Ministério da Saúde ainda adverte que a vacinação é a principal medida de proteção, especialmente contra as meningites bacterianas, disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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