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Petrópolis registrou 229 casos de esporotricose em 2025

Doença fúngica que mais cresce entre felinos em situação de rua já é alerta de saúde pública

Foto: Reprodução
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Larissa Martins

A Secretaria de Saúde informou que, em 2025, foram confirmados 229 casos de esporotricose em animais em Petrópolis. Os dados de 2026 ainda não estão disponíveis.

No dia 14 de março é celebrado o Dia Nacional dos Animais, com a data se aproximando, os especialistas alertam para uma pauta que deveria ganhar mais visibilidade: a esporotricose felina, uma doença causada por um fungo do gênero Sporothrix, que vem se consolidando como um dos principais desafios sanitários urbanos do país, sobretudo em áreas com grande quantidade de gatos sem acesso regular a cuidados veterinários.

Além do sofrimento animal, a esporotricose felina preocupa porque é transmissível para humanos e se espalha com rapidez. Em Petrópolis, foram registrados 27 casos de esporotricose humana em 2025. Neste ano foi registrado, até o momento, apenas uma pessoa com a doença.

“É um grave problema de saúde pública. Para se ter uma ideia, o fungo já se tropicalizou e gerou uma espécie 100% nacional, a Sporothrix brasiliensis, que é muito mais transmissível e já está se espalhando para fora do Brasil. A esporotricose é infecciosa e agressiva. Os gatos são as principais vítimas e os potenciais transmissores. Ela causa lesões cutâneas que podem começar como pequenos caroços (nódulos) e evoluir para úlceras abertas e com secreção. Essas feridas não cicatrizam facilmente e costumam espalhar-se pelo corpo. O tratamento com antifúngico é demorado e muitas vezes não traz os resultados esperados”, explica o professor titular de medicina-veterinária da UNIP, Carlos Brunner.

No começo deste ano, o Ministério da Saúde incluiu a esporotricose humana na lista de doenças de notificação obrigatória. Já o controle animal continua sendo realizado pela vigilância sanitária de cada estado.

Uma técnica para no tratamento da esporotricose felina tem sido muito comentada no país. Batizado de SPORO PULSE, o equipamento inédito, desenvolvido pela startup brasileira Akko Health Devices, sob liderança do pesquisador Carlos Brunner, usa a eletroporação para matar o fungo causador da doença.

“Há muitos medicamentos no comércio, alguns funcionam bem e outros nem tanto. Infelizmente, isso só vai ser descoberto depois de meses de tentativas de tratamento e há o risco de se chegar à conclusão de que foi inútil. Dessa forma, houve um desperdício de tempo e de dinheiro. Nessa mesma linha, a cada dia que se prolonga o tratamento, aumenta o risco de transmissão a outros gatos e às pessoas, inclusive os responsáveis pelos gatos”, explica Brunner.

A técnica desenvolvida por Brunner exige menor número de manipulações do gato, menor custo, boa eficácia em animais resistentes à terapia convencional e redução do período de tratamento.

Tratamento em Petrópolis

O paciente de Petrópolis com suspeita da doença deve procurar a unidade de saúde mais próxima. Caso seja confirmada a doença, o paciente será encaminhado para acompanhamento no ambulatório do Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP),

Para os animais, o tutor deve fazer contato através do telefone/whatssap (24) 2291-1594 para agendamento. O animal passa por atendimento médico veterinário onde é feita a primeira avaliação e exame para confirmação do diagnóstico. Se confirmado, recebe medicação específica para o tratamento e retorna mensalmente para acompanhamento até a alta.

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