Quatro ocorrências resultaram em mortes
Larissa Martins
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, mostra que Petrópolis notificou 1.043 acidentes de trabalho em 2025. No levantamento são inclusos os acidentes de trabalho típicos, de trajeto e não especificados. Quatro das ocorrências terminaram de forma trágica levando as vítimas à óbito.
Benefícios do INSS
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente, mantém 4.857 aposentadorias por incapacidade permanente e 2.985 benefícios por incapacidade temporária no município. Em 2024 eram mantidas 4.825 aposentadorias por incapacidade permanente e 3.310 concessões de benefícios por incapacidade temporária.
Levantamento MTE
Dados apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base informações extraídas do e-Social, em uso desde 2022, e do INSS, revelam um cenário persistente e preocupante. Desde 2021, o número de acidentes de trabalho no Brasil segue em alta. Houve crescimento de 12,63% entre 2021 e 2022; 11,91% de 2022 para 2023; e 11,16% de 2023 para 2024. No comparativo entre os primeiros semestres de 2024 e 2025, o aumento foi de 8,98%. Embora o ritmo de crescimento tenha diminuído, os dados confirmam a tendência de elevação contínua e evidenciam a urgência de ampliar políticas públicas e ações preventivas voltadas à saúde e segurança nos ambientes de trabalho.
“No Brasil, a dificuldade de mensurar a quantidade real de acidentes do trabalho decorre, dentre outros fatores, da subnotificação, falta de padronização de procedimentos nas extrações dos dados e ausência de sistema de registro unificado”, destacou a coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho, Viviane de Jesus Forte. “Existem indícios de que uma parcela significativa das ocorrências registradas como de natureza previdenciária tem, na verdade, origem acidentária”, completa.
Jovens de até 34 anos concentram 33,63% das mortes por acidentes de trabalho típicos no Brasil, revelando o alto impacto entre a população em plena idade produtiva e apontando consequências sociais, econômicas e familiares. Os dados mais recentes também indicam que as partes do corpo mais atingidas refletem falhas básicas na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) nas empresas, como a ausência ou uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Embora os setores com maior número de acidentes e óbitos variem, a análise por Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) deve ser feita com cautela, já que os rankings se baseiam em números absolutos, sem considerar o total de trabalhadores em cada área.
Em 2025, a maioria dos acidentes de trabalho resultou em afastamento das atividades. Apenas 25,62% dos trabalhadores acidentados seguiram trabalhando normalmente, enquanto 62,35% precisaram se afastar por até 15 dias e 12,03% ficaram mais de 15 dias afastados. Os dados evidenciam o impacto significativo dos acidentes na saúde dos trabalhadores e na produtividade das empresas.
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