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Petropolis se destaca no Acesso à Informação e Comunicação e na Água e Saneamento, mas precisa melhorar Inclusão Social e Direitos Individuais

Índice de Progresso Social Brasil 2026 foi divulgado nessa quarta-feira (20)

Foto: Alcir Aglio
Foto: Alcir Aglio


Larissa Martins

Petrópolis alcançou 61,80, em uma escala de 0 a 100 no O IPS (índice de Progresso Social) Brasil 2026, divulgado nessa quarta-feira (20). A cidade ocupa a 44ª posição no estado e a 2.181ª no país. O levantamento mostra que a cidade se destaca no Acesso à Informação e Comunicação, com 90,20 pontos; seguido pelo indicador de Água e Saneamento, com 81,04.

Outros indicadores positivos foram: Moradia (77,81), Acesso ao conhecimento básico (74,52), Nutrição e cuidados médios básicos (73,14), Segurança pessoal (68,41) e Qualidade do meio ambiente (63,94). No entanto, ainda precisa melhorar em: Inclusão social (28,11), Direitos individuais (29,95), Acesso à educação superior (44,82) Liberdades individuais e de escolha (54,52) e Saúde e bem-estar (55,18).

Região Sudeste

No geral, os municípios das regiões Sul e Sudeste lideram o ranking. Na outra ponta, a região Norte reúne a maior parte dos municípios com os piores desempenhos, segundo levantamento feito pela Agência Brasil.

A avaliação dos 5.570 municípios brasileiros foi baseada em 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três categorias: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.

O índice foi desenvolvido a partir de dados públicos atualizados, por meio de uma parceria entre as organizações sociais Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.

A pesquisadora Melissa Wilm, coordenadora do levantamento, aponta os desafios regionais e como as desigualdades estão presentes em todas as regiões do país.

"A concentração de municípios críticos ficou para a região da Amazônia Legal, levado principalmente pelos temas de qualidade do meio ambiente. E o que chama muita atenção quando a gente olha o mapa do Brasil é que todos os estados têm desigualdades, dentro do próprio Estado. Então não tem nenhum que seja um Estado tão bom que ele é homogêneo em todos os seus desempenhos ou algum que seja tão ruim que seja também homogêneo ali nos seus resultados ruins".

O IPS Brasil 2026 mostra que o país alcançou uma pontuação média de 63,4, em uma escala de 0 a 100.

Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, aparece como a cidade brasileira com melhor qualidade de vida em 2026, com 73,1 pontos. Uiramutã, em Roraima, ocupa o último lugar, com 42,44 pontos.

Em relação às capitais, Curitiba aparece no topo do ranking, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte. Com os piores desempenhos, aparecem Porto Velho, Macapá, Maceió e Salvador, nesta ordem.

A pesquisadora Melissa Wilm explica que o PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um determinado período, não explica sozinho o progresso social das cidades brasileiras.

Além disso, ela afirma que, mesmo com investimentos, população e territórios semelhantes, há diferenças marcantes entre as cidades, o que reforça o papel da gestão na transformação de recursos em bem-estar.

A coordenadora da pesquisa cita como exemplo as diferenças entre Duque de Caxias (RJ) e São Bernardo (SP).

"São dois municípios que têm uma condição semelhante ali: ficam em região metropolitana, tem uma área industrial, tem um tamanho semelhante, tem população semelhante, tem um PIB semelhante e, no entanto, eles têm uma diferença muito grande de desempenho no IPS Brasil, o que demonstra que gestores e políticas públicas elas fazem toda a diferença e é isso que marca o resultado do IPS Brasil".

Melissa Wilm aponta ainda como o Brasil avançou em relação à edição anterior do IPS Brasil.

"A gente teve um avanço muito importante de 2025 para 2026 no tema de acesso à informação e comunicação, que é aquele que trata de acesso a tecnologias, internet. Também a gente teve avanços em segurança pessoal e educação básica e a gente teve quedas piores nos temas de saúde, bem-estar e inclusão social."

O IPS também avalia o desempenho médio dos estados brasileiros. Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina foram os mais bem colocados. Na outra ponta, Pará, Maranhão e Acre.

Mais informações sobre esse levantamento podem ser consultadas no endereço ipsbrasil.org.br

*Com informações da Agência Brasil

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