Edição anterior (2364):
sábado, 01 de maio de 2021
Ed. 2364:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2364): sábado, 01 de maio de 2021

Ed.2364:

Compartilhe:

Voltar:


  Cidade

Petrópolis se fortalece como um dos berços do Cooperativismo

Município reúne grande cooperativas que movimentam a economia da cidade

 

No mês em que se celebra 145 anos da fundação da cooperativa mais antiga que se tem registro no Brasil, os petropolitanos têm muito o que se orgulhar. No dia 26 de abril de 1876, a Princesa Isabel assinou o Decreto Nº.6196 em que se criava a Sociedade Cooperativa de Consumo, que possuía normas estatutárias que respeitavam os 7 princípios cooperativistas, como o voto unitário e o modo de distribuição de resultados. Já em 22 de novembro de 1890, foi criada a primeira cooperativa de crédito, de previdência, seguros e de saúde, por meio do Decreto nº 1070.

A Unimed Petrópolis – maior cooperativa do município – prestes a completar meio século de existência, assumiu o papel de ser uma das percursoras do movimento cooperativista em Petrópolis. O presidente da cooperativa, Rafael Gomes de Castro, reforça que além do ramo de Saúde, Petrópolis ainda tem cooperativas de crédito, cabelereiros, transporte e habitacional.

“A Unimed Petrópolis, fundada em 28 de fevereiro de 1972, é a quarta cooperativa de médicos criada no Estado do Rio de Janeiro. Nós somos a maior cooperativa de Petrópolis gerando cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos, além de sermos a 2ª maior geração de riqueza no município. Ao lado das cooperativas Unicred Serra Mar, Usimed, Unifop e tantas outras, estamos criando uma nova história dentro do movimento cooperativista da cidade e também na economia, gerando emprego e renda”, avalia Rafael Gomes de Castro, presidente da Unimed Petrópolis.

O movimento cooperativista em Petrópolis

Atualmente, o país conta com 5.314 cooperativas e 15,5 milhões de cooperados. No estado do Rio de Janeiro, há 455 cooperativas registradas no sistema OCB/RJ. Deste número, sete cooperativas são de Petrópolis. Entre elas, está a Unimed Petrópolis, que além de cooperativa com 289 médicos cooperados, também é a maior operadora de Saúde do município com quase 30 mil clientes.

Ainda no ramo de saúde, há duas cooperativas que se destacam no município. A Unifop, que atua em Petrópolis há 20 anos, nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, terapia ocupacional, psicologia, enfermagem, assistência social e a Usimed, cooperativa de usuários de assistência médica da Unimed que atua há mais de 15 anos em Petrópolis com uma farmácia e também com a Casa de Apoio.

No Cooperativismo, há outros seis ramos: Consumo, infraestrutura, trabalho, produção de bens e serviços, transporte e crédito. Esse último também está presente em Petrópolis, a exemplo da Unicred Serra Mar, uma importante instituição financeira.

Para o superintendente do Sistema OCB (SESCOOP-RJ), Abdul Nasser, através do cooperativismo é possível transformar a realidade à nossa volta. 

“Tudo começa quando pessoas se juntam em torno de um mesmo objetivo, em uma organização onde todos são donos do próprio negócio. E continua com um ciclo que traz ganhos para as pessoas, para o país e para o planeta com efeito positivo por onde passa. Mais que um modelo de negócios, o cooperativismo vai além disso, é uma filosofia de vida que busca transformar o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos”, diz Abdul Nasser.


Contextualizando

Apesar do decreto assinado pela Princesa Isabel que permitiu a criação da cooperativa no ano de 1876, a origem do cooperativismo brasileiro é cercada de histórias que se desencontram. Abdul Nasser diz que outras informações dão conta de que o surgimento desse modelo de negócios ocorreu em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, nos anos de 1889 e 1902.

“Muitas informações, inclusive nos sites das entidades representativas, dizem que o cooperativismo começou em Nova Petrópolis-RS com a Sicredi Pioneira, ou em Minas Gerais. Ambas são histórias importantes, mas nem de longe representam as primeiras cooperativas do Brasil. Na base de dados do Senado Federal, é possível verificar a existência de Decretos da época do Império e da primeira República, provando que o Rio de Janeiro esteve na vanguarda do cooperativismo brasileiro”, conta Abdul, que ressalta que o decreto N6186, de 26 de abril de 1876, concede autorização de funcionamento à “Cooperativa de Consumo” e aprovação de seus estatutos, tendo o decreto sido assinado pela Princesa Isabel.



Edição anterior (2364):
sábado, 01 de maio de 2021
Ed. 2364:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2364): sábado, 01 de maio de 2021

Ed.2364:

Compartilhe:

Voltar:

Veja também:









Vereador sugere inclusão da proteção animal no Código de Posturas do Município Neste mês de abril, o vereador Domingos Protetor protocolou propostas de emendas ao projeto de alteração do Código de Posturas do Município, enviado pelo poder Executivo, e que está em análise na Câmara Municipal. As mudanças visam o bem estar e os direitos dos animais, além da boa convivência entre os cidadãos locais. No total, foram sete artigos incluídos e 33 dispositivos alterados. Foram analisadas as questões que tratavam do Meio Ambiente, principalmente as punições para descarte de lixo irregular, problema recorrente na cidade. O vereador propôs aumentar a punição para gravíssima a quem descartar entulho de obra irregularmente e alterou a escrita para proibir que joguem lixo nas áreas urbanas, preservadas e às margens dos rios. Outra alteração proposta foi a inclusão de um artigo ao Código de Posturas, que proíbe a utilização de animais para a tração de charretes, vitórias e similares em toda a via pública da área urbana, se adequando, assim, à lei municipal 702/2019. Também foi proposta pena média para quem conduzir animais em tropa, sem licença da respectiva autoridade, visando coibir, entre outras coisas, corridas ilegais de cavalos que vêm sendo realizadas na cidade. Outra alteração foi a aplicação de pena gravíssima para a permanência ou circulação de animal de grande porte. O objetivo, nesse caso, é punir proprietários de cavalos que deixam os animais soltos para comerem lixo nas ruas dos bairros. O vereador sugere a criação de um artigo inteiro que dispõe sobre a proteção aos animais. “Ao aprovarmos essas emendas e inclusões, Petrópolis se tornará referência em questão de Código de Posturas para o restante do país, já que não existe um documento tão completo que preveja as questões que propusemos. Dessa forma, colocamos os animais como um ser que faz parte da sociedade e utiliza logradouros públicos assim como os cidadãos”, explica Domingos. O artigo criado sugere a regulamentação e proteção das casinhas comunitárias, a fim de garantir o bem estar dos animais que vivem naquela região. “Hoje, temos diversos cães que vivem nas ruas, mas recebem comida, banho e remédios dos próprios moradores ou comerciantes do local. Então, estamos instituindo que existem os animais comunitários e as pessoas são proibidas de tirá-los daquela comunidade”, comenta. CONSCIENTIZAÇÃO - Entre as propostas estão incisos que visam conscientizar os tutores sobre atitudes que podem causar mal aos animais, mesmo sem a intenção. Um exemplo é que o vereador propõe punir o uso de guia inapropriada ou enforcadores em passeios. Outro ponto importante abordado é o fato de levar o animal doméstico para caminhar na rua, sob forte sol, o que pode causar queimaduras. Neste caso, o inciso sugere que os passeios, no período de 10h às 16h, sejam feitos com a proteção adequada nas patas, para evitar o sofrimento do animal. O artigo ainda propõe que todos os animais usem coleira de identificação contendo o nome e contato do tutor e que o mesmo instale cerca, muro ou contenção específica em sua residência, para que o animal não tenha acesso à rua. O objetivo é reduzir ao máximo a quantidade de animais abandonados e perdidos. O documento original do Código de Posturas do Município é do ano de 2005 e, recentemente, recebeu uma proposta de alteração do poder executivo. A Comissão de Constituição e Justiça abriu prazo para que os vereadores cadastrem emendas ao projeto, para posteriormente ser votado na Câmara Municipal.