Levantamento é do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última quinta-feira (23)
Larissa Martins
Entre as cidades da Região Serrana, com mais de 100 mil habitantes, Petrópolis tem a menor taxa de mortes violentas intencionais, com 7,5, ocupando a 271ª posição nacional. Logo após, aparece Nova Friburgo, com 8,4 e Teresópolis, com 13,6. No cenário estadual, a cidade ocupa o 29° lugar no ranking, com a menor taxa do Rio de Janeiro. Quanto menos casos, mais seguro é o município.
Os dados fazem parte da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última quinta-feira (23), referentes ao ano de 2025.
O levantamento considera homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, além de mortes provocadas por intervenções policiais e de policiais em serviço ou fora do horário de trabalho.
Veja abaixo o ranking da maior taxa para a menor:
1º - Itaperuna 47,5
2º - Barra Mansa 37,4
3º - Japeri 35,2
4º - Duque de Caxias 31,9
5º - São João de Meriti 31,3
6º - Cabo Frio 31
7º - Itaguaí 30,6
8º - Araruama 29,7
9º - Nova Iguaçu 29,6
10° - Belford Roxo 28,4
11° - São Pedro da Aldeia 27,1
12º - Resende 23,2
13°- Queimados 22,8
14° - Rio de Janeiro 22,7
15° - Angra dos Reis 21,8
16° - Campos dos Goytacazes 21,2
17° - Itaboraí 20,4
18° - Volta Redonda 18,6
19° - Magé 16,4
20° - Nilópolis 16,1
21° - Mesquita 14,5
22° - Rio das Ostras 14,2
23° - Teresópolis 13,6
24° - São Gonçalo 12,4
25° - Niterói 11,6
26° - Maricá 10,8
27° - Macaé 8,7
28° - Nova Friburgo 8,4
29° - Petrópolis 7,5
Cenário nacional
O Brasil registrou, em 2025, o menor índice de mortes violentas intencionais desde o início da série histórica, em 2012. A taxa caiu de 20,6 para 19, 1 mortes por cem mil habitantes, uma redução de 8,2 % em comparação a 2024. Pela primeira vez, a taxa nacional ficou abaixo de 20 mortes por cem mil habitantes. Em 2012, quando o indicador começou a ser acompanhado, o índice era de 27,7.
Entre os crimes que diminuíram: latrocínios teve recuo de 17 %, e as lesões corporais seguidas de morte caíram mais de 15%. Já as mortes decorrentes de ação policial aumentaram 5,4 % e os feminicídios cresceram 4%.
Apesar da melhora no cenário nacional, sete estados registraram aumento de mortes violentas. Entre eles está o Rio de Janeiro, com alta de 2,1%. Já as maiores reduções foram observadas no Amazonas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
O Anuário também revela o avanço da violência contra a mulher. Em 2025, o país registrou que 44,4% dos assassinatos de mulheres foram motivados por razões de gênero. Este índice é o mais alto desde que o feminicídio foi incluído no Código Penal, em 2015.
Ao todo, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no ano passado, uma média de quatro mortes por dia. As tentativas de homicídio também aumentaram. Foram mais de 4.100 casos registrados, quase três tentativas para cada feminicídio consumado.
As maiores taxas de violência letal de gênero foram registradas nas regiões Centro-Oeste e Norte. Já Sudeste, Nordeste e Sul apresentaram índices menores.
*Com informações da Agência Brasil
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