Cidade registrou mais desligamentos do que admissões
Larissa Martins
Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na última semana, mostram que Petrópolis fechou outubro com saldo negativo de -74 vagas de trabalho formais, resultado de 2,47 mil admissões e 2,54 mil demissões no mês. O resultado contrasta com o de setembro quando a cidade havia criado 262 postos de trabalho, gerando saldo positivo.
Total acumulado
Apesar do recuo em outubro, Petrópolis mantém resultados positivos no acumulado do ano. A cidade possui saldo positivo de 862 novas vagas de emprego em 2025. Até o momento houve 25,5 mil admissões, 24,7 mil demissões e há 70 mil pessoas trabalhando.
Gênero e setor
Os homens continuam sendo os mais contratados (1,3 mil) mas também os mais desligados das empresas (1,4 mil), gerando saldo negativo de -141. Já as mulheres aparecem em 1,1 mil admissões e 1 mil demissões, com 67 de saldo positivo. A indústria foi o setor que se destacou no mês (27), seguida pelo comércio (7). Já a construção (-70), serviços (-36) e agropecuária (-2) apresentaram número negativos.
Brasil: 85 mil empregos
Também segundo o Caged, o mercado de trabalho brasileiro manteve saldo positivo. O país gerou 85.147 postos de trabalho no mês, resultado de 2.271.460 admissões e 2.186.313 desligamentos. Com esse desempenho, o acumulado de janeiro a outubro de 2025 chega a 1.800.650 novos vínculos com carteira assinada, um crescimento de 3,8%. O saldo do ano é positivo em todos os grandes grupamentos de atividades econômicas.
Nos últimos 12 meses, de novembro de 2024 a outubro de 2025, o saldo chega a 1.351.832 postos de trabalho. Apesar de robusto, o número é inferior ao registrado entre novembro de 2023 e outubro de 2024, quando foram criadas 1.796.543 vagas. Com o resultado, o estoque de empregos formais no país alcança 48.995.950 vínculos celetistas.
Setor e estado
Entre os cinco grandes setores da economia, dois registraram saldos positivos em outubro: Serviços, que abriu 82.436 postos (+0,3%), e Comércio, com 25.592 empregos (+0,2%). No recorte por estados, 21 das 27 unidades federativas tiveram desempenho positivo. Os maiores saldos foram observados em São Paulo (+18.456), Distrito Federal (+15.467) e Pernambuco (+10.596). Em termos proporcionais, destacaram-se Distrito Federal (+1,5%), Alagoas (+1%) e Amapá (+0,7%).
Do total de vagas criadas no mês, 67,7% são consideradas típicas e 32,3% não típicas, estas últimas impulsionadas principalmente por contratos intermitentes (15.056) e jornadas de até 30 horas semanais (10.693).
Mulheres e jovens puxam saldo
As mulheres responderam pela maior parte do saldo de outubro: foram 65.913 novos vínculos femininos, ante 19.234 masculinos. A participação feminina foi especialmente expressiva no setor de Serviços, com 52.003 contratações mais que o dobro das registradas entre homens (30.433).
A inserção de jovens também marcou o período. Trabalhadores de 18 a 24 anos responderam por 80.365 contratações, enquanto adolescentes de até 17 anos somaram 23.586 juntos, representando 122% do saldo total devido ao resultado negativo em outras faixas etárias. As contratações se concentraram em Serviços (54.528), Comércio (32.203) e Indústria de Transformação (10.051).
Acumulado do ano
No acumulado de 2025, todos os setores apresentam saldos positivos. O destaque é o setor de Serviços, com 961.016 vagas criadas (+4,2%). A Indústria soma 305.641 novos postos (+3,4%), impulsionada pela fabricação de produtos alimentícios, que gerou 75.252 empregos no período.
O Comércio registra saldo de 218.098 vagas (+2,0%), seguido pela Construção, com 214.717 postos (+7,5%). A Agropecuária também mantém desempenho sólido, com 101.188 vagas geradas (+5,6%), destacando-se atividades como cultivo de laranja (14.619), preparação de terreno e colheita (11.249) e criação de bovinos para corte (4.408).
Entre os estados, os melhores resultados no ano foram registrados em São Paulo (+502.683; +3,5%), Minas Gerais (+159.601; +3,2%) e Paraná (+129.361; +4,0%).
Salário de admissão
O salário médio real de admissão em outubro foi de R$ 2.304,31, um aumento de R$ 17,28 (+0,8%) em relação a setembro. Na comparação com outubro de 2024, o ganho real foi de R$ 54,45 (+2,4%).
Entre os trabalhadores que possuem carteira assinada, o salário médio foi de R$ 2.348,20, 1,9% acima da média geral. Já entre os que não possuem contrato formal, o valor ficou em R$ 1.974,07, cerca de 14,3% abaixo.
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