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PNAD Contínua: Rio de Janeiro tem a menor média de moradores por domicílio do país

De acordo com o levantamento do IBGE, em 2025, a média era de 2,5 pessoas. Percentual de moradores que vivem sozinhos cresceu 7,7 pontos percentuais desde 2012 e abastecimento de água diário atingiu 84,8% dos domicílios

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Rio de Janeiro é um dos estados com menor número de moradores por domicílio do país, uma média de 2,5 pessoas. Além disso, 23,5% da população fluminense mora sozinha, o maior percentual de pessoas nesta condição do Brasil. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (17), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2025. O mesmo levantamento mostrou que o abastecimento diário de água chegou a 84,8% dos domicílios que possuem acesso à rede geral. Além dessas características, a PNAD Contínua investiga, regularmente, informações sobre sexo, idade e cor ou raça, bem como outras particularidades das residências.

Segundo a pesquisa, a ocupação dos domicílios particulares permanentes no Rio apresentou, ao longo dos anos, uma diminuição do número médio de moradores, indicando redução do adensamento domiciliar. Em 2025, em média, cada domicílio era a moradia de 2,5 pessoas, a menor marca do Brasil. Em 2016, início da série histórica para esta variável, a média no Estado era de 2,8 pessoas. O Rio Grande do Sul foi o outro estado com a mesma média. A maior foi de 3,3 pessoas, no Amazonas.

No Rio, foram estimados pela pesquisa 6.804 milhões de domicílios contra 6.691 milhões, em 2024, e 6.149 milhões, em 2016. Do total, 72,4% eram casas e 27,2% apartamentos. Houve um aumento de 5,2 pontos percentuais no número de apartamentos que chegou a representar 22%, em 2016.

Quase um quarto (23,8%) dos imóveis fluminenses é alugado, um crescimento de 5,6 pontos percentuais em relação a 2016. Já a porcentagem daqueles próprios de algum morador e que já estavam pagos reduziu de 73,8%, em 2016, para 61%, em 2025.
Abastecimento diário de água chega a 84,8% dos domicílios

Dos 6,8 milhões de domicílios estimados pela PNAD Contínua em 2025 no Rio, os que possuíam acesso à rede geral de abastecimento de água correspondiam a 88,2% (6 milhões). Dos que tinham este acesso como principal fonte de abastecimento, 84,8% contavam com distribuição diária de água. Por outro lado, 7,9% tinham acesso a essa distribuição entre 1 a 3 dias e 5,2% de 4 a 6 dias.

Segundo a situação do domicílio, observa-se que 89,7% dos urbanos possuíam acesso à rede geral de abastecimento de água como fonte principal, ao passo que, na zona rural, esse percentual foi de 22,3%. A maior parte (37%) dos domicílios rurais conta com poço profundo ou artesiano; outros 29,4% são abastecidos, principalmente, por fonte ou nascente.

Em 2025, em 91% dos domicílios do Estado, o escoamento do esgoto era feito pela rede geral ou fossa séptica ligada à rede geral. Na área urbana, esse percentual era de 92,5% contra 23,5% da área rural. O Rio é um dos cinco estados brasileiros que possuem mais de 90% dos domicílios urbanos nesta condição. Enquanto isso, o destino do lixo era feito, em sua maior parte (90,1%), por meio de coleta direta por serviço de limpeza.

Percentual de pessoas morando sozinhas cresceu 7,7 pontos percentuais desde 2012

Em 2025, 23,5% das unidades domésticas fluminenses eram unipessoais, ou seja, compostas apenas por um morador, o que configura um crescimento de 7,7 pontos percentuais em relação a 2012, quando representavam 15,8%. Essa é a maior taxa do Brasil nesse tipo de arranjo. Dentro desse grupo, 50,6% eram homens e 49,4% mulheres.

Ao analisar o padrão etário das pessoas que moravam sozinhas, observou-se que 8,3% tinham 15 a 29 anos; 44,1% situavam-se na faixa de 30 a 59 anos; e 47,5% eram pessoas de 60 anos ou mais de idade. Há diferenças entre homens e mulheres: a maior parte (56,6%) dos homens morava sozinhos entre os 30 a 59 anos; e, entre as mulheres, na faixa de 60 anos ou mais de idade (63,8%).

Nas demais formas de arranjo domiciliar, 62% correspondem a unidades nucleares, constituídas por um único núcleo formado pelo casal, com ou sem filhos (inclusive adotivos e de criação) ou enteados. Já a unidade estendida, constituída pela pessoa responsável com, pelo menos, um parente, correspondia a 13,3% em 2025, o que representou uma redução de 3,7 pontos percentuais em relação a 2012.

As unidades domésticas compostas, ou seja, aquelas constituídas pela pessoa responsável, com ou sem parente(s), e com, pelo menos, uma pessoa sem parentesco, podendo ser agregado(a), pensionista, convivente, empregado(a) doméstico(a) ou parente do empregado(a) doméstico(a), representavam 1,1% do total de domicílios ocupados.
Com 91,4 homens para cada 100 mulheres, Rio tem a menor quantidade

Entre as unidades da federação, o Rio tem a menor razão de homens para mulheres. No geral, são 91,4 homens para cada 100 mulheres. A situação fica ainda mais acentuada na faixa etária de 60 anos ou mais, com 70,3 homens para 100 mulheres. Os homens são maioria apenas na faixa etária de 20 a 24 anos e de 30 a 39 anos.

No Estado, as mulheres correspondiam a 52,2% da população em 2025, enquanto os homens totalizavam 47,8%. O número de homens é maior até os 44 anos quando eles são 7,7% da população contra 7,5% delas. A partir dessa idade, o número de mulheres passa a ser maior em todas as faixas etárias.

Estruturas das residências

Em 2025, o material predominante das paredes dos domicílios do Estado foi a Alvenaria/Taipa com revestimento, que chegou a 94,7% dos domicílios particulares permanentes, queda de 1,1% se comparado a 2016. Em relação ao material predominante no piso dos domicílios, 90,7% utilizavam o piso de cerâmica, lajota ou pedra, um crescimento de 0,4% em relação a 2016.

O número de domicílios cujo material na cobertura era apenas laje de concreto era de 35% e cresceu 5 pontos percentuais desde 2016. A maior parte (44,9%) possuía telha com laje de concreto, enquanto 19,3% tinham telha sem laje de concreto.

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